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Crônica
 
A escravidão continua
Por: Morena

130 anos da Lei Áurea: grilhões da desigualdade permanecem

Foi em 13 de maio de 1888 que a princesa regente Isabel assinou a Lei Áurea (no 3.353). Coincidentemente, foi um domingo, assim como neste ano de 2018, quando se celebra os 130 anos do histórico documento, composto por apenas dois artigos.
Ali, ao menos oficialmente, ficou marcado o fim da escravidão no ainda Império do Brasil, sendo concedida a liberdade a 700 mil negros, de uma população de 15 milhões de brasileiros. Libertos, sim, mas ainda presos a um sistema cruel, que não ofereceu medidas de integração social, acesso à educação ou incentivos de inserção ao mercado de trabalho.
Aliás, com a chegada dos imigrantes brancos, os ex-escravos tiveram de competir em condições de inferioridade por funções até então ocupadas por eles próprios, tanto na cidade quanto no campo. E este recomeço trôpego, marcado por marginalização, pobreza e preconceito, ainda repercute hoje sobre o destino de mais da metade da população brasileira que se declara parda ou preta. Basta um olhar mais atento àqueles que ocupam os altos postos de comando na sociedade atual, que são destaques na mídia ou que se notabilizam na área científico-acadêmica.
Por outro lado, os negros são 71 a cada 100 vítimas de homicídio no Brasil, têm de enfrentar um mercado de trabalho ainda excludente e são maioria nas periferias e favelas. Enfim, veio a abolição da escravatura, a República e a dita Constituição cidadã, de 1988. O que não veio foram as políticas de promoção de igualdade social, que poderiam dar a milhões de brasileiros muito mais motivos para celebrar o gesto simbólico da princesa Isabel, numa inusitada tarde de domingo, no Paço Imperial, na Praça XV de Novembro, no Centro Histórico do Rio de Janeiro. Não fez por benevolência, mas por pressão e com atraso. Afinal, o País foi o último do continente americano a virar esta página vergonhosa da história humana.

{Fonte: Editorial Metro News}

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