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Walquiria Rocha Machado
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Conto
 
Para a minha filha tão distante...
Por: Walquiria Rocha Machado

Fechei a porta do quarto para não ver o vazio que ficou dentro dele... passava pelo corredor do apartamento e via a porta fechada, mas sabia que ali ainda tinha vestígios seus... aos poucos fui doando os móveis, a estante os livros e tudo o que tinha ali, ficaram apenas o computador, um espelho lindo com a moldura cor de marfim que agora parecem sem vida...

O guarda roupa do seu closet ainda está cheio de pertences seus... são roupas , livros e aquele monte de baboseiras que você colecionava e eu odiava tanto... hoje não mais, apenas olho e sorrio em lembrar o quanto você era bobinha e infantilizada...

Agora sei que não vai voltar mais ou tão cedo não volta... então me enchi de coragem e comecei a tirar o resto dos pertences seus... estou me dando coragem em ocupar o seu closet e o seu espaço agora com pertences meus, depois de quase três anos...

Hoje abri as portas do seu quarto e escancarei seu guarda roupa tirando tudo o que estava lá, encaixotei suas lembranças, seus jogos, e doei suas roupas que ainda tinham o seu cheiro... guardei todas as suas fotos junto com as minhas e comecei a triste jornada de pendurar minhas roupas e preencher suas gavetas com o que era meu.

Deixei aberta aquelas persianas rosas que você tanto gostava e acrescentei um sofá branco formando uma gota que até parecia uma grande lágrima, tentando preencher um pouco do espaço vazio naquele quarto...

Depois saí, apaguei as luzes e voltei a fechar a porta, tive medo de deixá la aberta e o restinho do seu cheiro sair de lá para sempre... parece que sua sombra ainda persiste em ficar ali, vou retornar amanhã e concluir o que comecei... agora sei que você está em outro lugar, outro país e sua presença física não está mais aqui, por mais que você tenha ido embora, você ficou... sua imagem ficou...

Não é fácil lidar com o vazio que ficou das suas peraltices, e das birras de filha caçula mimada, lembranças daqueles seus ataques de risos incontroláveis e que sempre acabava me envolvendo e eu ria junto. Agora vejo o seu sorriso com asas querendo voar, vejo você no face time com os cabelos esvoaçantes voltando do trabalho... vejo você a noite fazendo o jantar e falando comigo enquanto abre gavetas e corta legumes, vejo você sempre na hora que a saudade aperta, é só te chamar na tela que você aparece, mas é só a imagem... não tem calor não tem cheiro ... Agora só me resta todos os dias te dar um abraço sem abraço...

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