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JOSÉ JOAQUIM SANTOS SILVA
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Crônica
 
O EXIBICIONISMO EXAGERADO NAS REDES SOCIAIS
Por: JOSÉ JOAQUIM SANTOS SILVA

O EXIBICIONISMO EXAGERADO NAS REDES SOCIAIS

Por JOSÉ JOAQUIM

Amigo facebookeano, depois de observar silenciosamente o comportamento de muitas e muitas pessoas, acabei descobrindo que no atual mundo despertar a admiração alheia, parece uma obrigação.
De modo geral, as pessoas são exibidas e gostam de se exibir, gostam de serem notadas, prestigiadas e admiradas o tempo todo, é algo da natureza humana. E se não forem notadas ou ignoradas, perguntarão em pensamento "será que eu morri"? Há quem diga que a internet é um prato cheio para os “exibidos de plantão”.Espero, que esta minha crônica não seja um objeto de afronta ou de provocação.
Mas sim como uma especie de grito de alerta quem sabe?
E também ninguém é obrigado a concordar com o meu ponto de vista.
Vejam bem, existem pessoas que caem rapidamente na notoriedade certo? Mas, por outro lado vamos retirar os "antolhos" das vistas, e tentar enxergar com mais franqueza.
Ninguém gosta daqueles indivíduos que adoram aparecer o tempo todo e até mesmo aparentar ser o que não é, isso acontece diariamente e principalmente através da internet—num meio muito mais fácil para se enganar as pessoas com pseudas-promessas, claro.
Pessoas desse tipo nos cansam, nos causam poluição visual, audios chatíssimos que nos torra a paciência, mas tudo em nome da nossa ética e educação, temos que atura-los algumas vêzes. Assim meus amigos tornam-se elas muito chatas, fogem da naturalidade, justamente pelo fato da internet proporcionar essa oportunidade de se exibir o tempo todo e em qualquer lugar—coisa que antes dela existir era impossível acontecer. Portanto, se você envia muitas coisas, e principalmente coisas "prolixos" para suas redes sociais, ficar mostrando vídeos torpes ou chatos para quem quer que seja é bom começar a se controlar um pouco para não se tornar o chato da vez.
Porque é como piada americana. Só é engraçada para eles mesmos que entendem as idiotices deles. A mesma coisa do seu vídeo ou audio que achas engraçado. Isto é o que eu penso.
E, por outro lado também podemos considerar que um dos maiores frutos colhidos pelo exibicionismo é a inveja, que cá entre nós, nunca foi legal pra ninguém desse mundo.
Todo mundo se lembra da saia justa que a Ana Hickman passou não é? Se não fosse o seu cunhado ela hoje seria só lembranças. Mesmo assim é óbvio que nunca estaremos totalmente protegidos de coisas como essa, mas há de se evitar quando possível essas coisas. Isso pode ser causado pela grande acessividade que o mundo digital nos proporciona, onde não sabemos mais exatamente o que compartilhar e com quem. Por isso, calar-se é sempre uma boa opção para não ser alvo de atentados reais e virtuais.
Imagina você trabalhando e vê o amigo postando uma foto na praia, é claro que pinta uma inveja. Isso lhe tira a energia. A gente cria a ilusão de que as pessoas estão curtindo a vida muito mais do que você, mas na verdade isso não acontece é pura ilusão. As vêzes você está numa boa e bem melhor do que aquela pessoa que postou uma foto com boca escancarada cheia de dentes dando altas risadas.
Eu posso até dizer que euforia proporcionada por alguns momentos alegres impede que façamos uma reflexão sobre o que vamos compartilhar, e é comum irmos além da conta, expondo algo desnecessário ou faltando ao respeito com alguém por conta desse desejo de expressar uma opinião de maneira estabanada.
Precisamos entender de uma vez, que as redes sociais funcionam hoje como uma espécie de “diário virtual”. Os usuários expõem sua vida e rotina sem se preocupar com o alcance de fato do post, ou do que pode lhe acontecer.
Ser popular talvez seja um dos principais objetivos do usuário da rede social. Quanto mais curtidas e compartilhamentos, mais popularidade, e o jovem por exemplo topa exibir-se das mais diversas formas em troca de ter seguidores.
A perda de identidade em detrimento da identificação – a identidade própria, autônoma, não é tão importante quanto ser identificado com o modelo padrão imposto pela mídia e involuntariamente acatado pela sociedade.

Uma das principais consequências do exibicionismo nas redes sociais é o cyberbullying. O jovem, principalmente, esquece ou não dá valor às dimensões que um post pode alcançar na internet.
Sem dúvida o advento da internet trouxe ao ser humano uma praticidade incomparável. Por meio dessa ferramenta de comunicação, é possível efetuar compras; conversar via chat ou e-mail com pessoas que residem do outro lado do planeta; acompanhar as notícias mundiais; desfrutar dos inúmeros entretenimentos e infinitas possibilidades que são oferecidas por essa mídia.
No entanto, muitos jovens e alguns velhos de ambos os sexos usam a internet a fim de divulgar sua vida pessoal, por meio de fotos, vídeos e mensagens. E as redes sociais são o principal veículo de postagem dessas atualizações. Até então nada de novo, exceto pelo fato de que boa parte da juventude vem propalando imagens e vídeos expondo seus corpos. Isso é muito perigoso.
Lamentavelmente, o mundo atualmente força muita gente a ter relações superficiais ou pouco duradouras, seja na escola, no trabalho ou até mesmo na própria casa, pois a descontinuidade de durabilidade ou sentido nas relações ocorrem porque os sentimentos são muitos superficiais. E as redes sociais influenciam nisso, já que em um dado momento ama-se alguém e em outro odeia-se. Tudo rege-se na base do interesse e da exposição. Não há mais limite entre o público e o privado. Isso é resultado da cultura narcisista que rodeia a natureza humana e em geral da atualidade, sem limite de idade ou de qualquer idade.
A internet pode gerar um afastamento das pessoas que mais gostamos, e muitas vezes restam poucos amigos de verdade. E essa exposição muitas vezes pode gerar bulling preconceituosos já que os internautas muitas vezes esquecem-se das dimensões que uma foto ou vídeo pode tomar. É preciso compreender o limite entre o público e o privado, senão as conseqüências podem ser grandes.

É só !!

jjsound45@gmail.com
jjsound51@r7.com

José Joaquim Santos Silva
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