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Artigo
 
C.A.R.D.O – Cia Açucareira Rio Doce
Por: Tolentino e Silva

Criada em 1946, a Cia açucareira Rio Doce foi um dos maiores centros produtores de açúcar do Leste de Minas Gerais. Além das magníficas instalações à época, a C.A.R.D.O ocupava uma área de oitenta e cinco mil alqueires com o plantio de cana-de-açúcar e produzia trezentas toneladas de açúcar, por alqueire, alcançando a meta de vinte cinco mil e quinhentas toneladas/mês. Fatores importantes contribuíram para o sucesso do empreendimento: planejamento, cálculos, local estratégico de produção da matéria prima e do produto final. Foi dada atenção especial à educação, saúde e moradia. Com recursos próprios, os administradores construíram casas, escola e contrataram médicos para cuidarem da saúde dos empregados e seus familiares. Dois médicos eram responsáveis pelo atendimento: Dr. Walter de Paula Freitas e Dr. Xisto Rodrigues Coelho. A iniciativa para construção de uma companhia açucareira em Governador Valadares partiu de um grupo da Belgo-Mineira, empresa que já atuava na região, tendo como líder, Dr. Moacyr Palleta de Cerqueira Lege. A primeira safra foi colhida ainda na primeira gestão (1946/47), segundo relatos do Sr. Sebastião Tomás Simínio e documentos. Até 1968, a produção era controlada pelo Instituto do Açúcar e do álcool, mantendo sessenta funcionários no quadro efetivo. A partir de do mês de maio até setembro, a C.A.R.D.O contratava de seiscentos a mil trabalhadores braçais para a colheita e manutenção da usina. Não há registros de que a empresa tenha produzido álcool.

PRIMEIRA DIRETORIA
Superintendência - Dr. Moacir Paletta de Cerqueira Lage
1º Diretor - José Augusto
Vice-diretores - Elfhren Macedo e Albert Reiner, que vieram da cidade de Luxemburgo

SEGUNDA DIRETORIA
EM 1968, quando a nova diretoria foi criada, já se cogitava a venda da companhia.

Superintendência: Dr. Elfhren Macedo
Gerência: Wandik Coller
Técnico dquímico: Sr. Humberto Ribeiro Ramalho
Chefe de escritório: Fausto Paraguaçu de Oliveira

Tempos depois, a CARDO foi vendida para o usineiro José Egreja, de Paulina/SP. Todos os direitos foram quitados e alguns funcionários foram transferidos, acompanhando o novo patrão. Quanto aos que ficaram, consta nos documentos pesquisados que lhes foram oferecidos casas e terrenos como indenização. José Egreja deu ordem para que se chovesse, poderiam encerrar a safra. Esta última ainda daria para produzir, aproximadamente, cinqüenta mil sacas de açúcar.

Fonte: Museu da Cidade de Gov. Valadares




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