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José-Augusto de Carvalho
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Poesia
 
O MEU RIMANCEIRO * Rimance do imenso mar
Por: José-Augusto de Carvalho



Era imenso, imenso o mar
que se abria à nossa frente!
Gritava o vento: é urgente,
é urgente navegar!

Mães, esposas, prometidas,
em lágrimas e oração,
previam a perdição
nas águas desconhecidas.

E num balbucio aflito,
imploravam: não nos tente
este mar à nossa frente
com seu apelo maldito!

E que se cale este vento
de lamentos de sereias
vestindo as nossas areias
de luto e de sofrimento!

Mas o mar, o imenso mar
que se abria à nossa frente
escutava indiferente
tanto medo e tanto orar.

Filho da terra, o arvoredo,
cortado e bem trabalhado,
era agora um novo arado
sulcando as águas do medo.

Como um berço, sobre as águas
baloiçava docemente…
E não via à sua frente
um mar de medos e mágoas.

Quando içou as brancas velas,
sentiu o afago do vento
e sonhou nesse momento
o sonho das caravelas.

Um sonho ainda menino,
mas tão grande como o Mundo!
E o sonho não foi ao fundo…
O sonho era o seu destino!

Mais tarde, quando outra gente
baniu o sonho menino,
ergueu este desatino
que agoniza decadente…


José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 9 de Dezembro de 2017.

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