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Poesia
 
Hoje senti saudades
Por: Patrícia Pivato

Hoje senti saudade de mim.

Aquela saudade que a gente não consegue medir. Nem explicar. Só sentir.

Aquela saudade que o sertanejo toca na sua viola em noite de luar no sertão cantando a solidão.

Aquela saudade que chega como brisa e se transforma em ventania dentro do coração.

Aquela saudade que emaranha a mente da gente como se fosse fios prateados dos cabelos ao sabor da maré sob um céu sem luar e sem estrelas.

Aquela saudade que aperta o peito como os grilhões que sufocam a alma cativa da gente.

Aquela saudade que faz a gente morrer de repente e renascer novamente com medo de nunca mais encontrarmos o caminho de volta para aquilo que fomos. Que somos. Que seremos.

Aquela saudade que a gente não deseja sentir e que desejamos que não se vá.

A saudade que nos lembra os planos abandonados e as estradas não escolhidas.

A saudade que nos aponta o passado que não foi e o futuro que nunca será.

A saudade que atropela o sentimento e seca a lágrima não derramada por aquilo que não deveria ter sido. Por aquilo que deveria.

Essa saudade que um dia cobra o preço da derradeira escolha entre o ser e o ter sido. Entre a luta do querer e do desejo do que foi querido.

Essa saudade que a gente sente de tudo que não fez e de tudo que não fará. E do nada que ficou no lugar.

Uma saudade do que foi lido e não está escrito. Do que foi escrito e não cumprido.

Uma saudade de tudo que não sei e de tudo que sabia. Do que hoje sei que um dia saberia.

Uma saudade órfã que chora sozinha entre mil pessoas até perceber que não virá ninguém para fazer parar o grito que não sairá. E do grito dentro do silêncio que não quer calar.

Uma saudade momentânea da eternidade daquilo que pensamos que seria efêmero. Daquilo que sabemos que seria eterno.

Saudade do que eu costumava ser.
Saudade do que eu penso que sou.
Saudade do que eu nunca mais serei.
Saudade de mim...

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