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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Mania de itemização
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O passo a passo para o sucesso?


A humanidade adotou uma nova mania que poucos estão percebendo. Todos viraram especialistas em alguma coisa. Mas nem é preciso tanto estudo, pesquisa e outros requisitos para alguém relacionar vários itens sobre qualquer assunto. Ainda bem que não viralizaram que todos devem saber de cor e salteado os artigos, parágrafos, incisos, alíneas... tudo o que regulamenta a vida através da Constituição Brasileira. Aí é demais, não? Pois bem. Basta navegar pelas redes sociais que está tudo lá. Os tantos itens que definem isso ou aquilo – e tem quem acredita nisso!
Curiosamente não vemos opiniões dos numerólogos, os que acreditam que o mundo é alicerçado nos algarismos, sobre essa nova febre para itemizar tudo na vida das pessoas. As tantas coisas que definem a genialidade ou a imbecilidade; os tais traços que indicam quem será bem-sucedido; o que se deve ou não deve fazer para ser aceito socialmente; enfim, qualquer assunto pode se enquadrar nesta nova metodologia para analisar, avaliar e decidir pelo que dará certo ou errado. À parte a comprovação científica, é muito empirismo para tanta pretensão.
Mas a liberdade de expressão é uma conquista valiosa e muitos acham que devem usar e abusar disso. Algum mal em divulgar o que pensa ser funcional devido às experiências pessoais de quem se acha capacitado para dar conselhos e orientações? Por que alguns lugares devem ser visitados antes de você morrer? Da forma como isso é ofertado, parece que as oportunidades para desfrutar uma vida prazerosa dependem de opiniões alheias. Por que um lugar que alguém conheceu e gostou é imperdível para ser visitado por todos? Não é a homogeneização de gostos?
Parece que estamos caminhando para uma uniformização de comportamento, atitudes, gostos pessoais e outras escolhas. Como se alguém superior, talvez semelhante ao Criador, dissesse como deve ser vivida cada existência por aqui. Quem ousa desafiar o politicamente correto? Até pouco tempo, os sessentões devem lembrar, muita brincadeira entre colegas não era considerada ofensiva e depreciativa. Os tempos mudaram, claro, mas tudo que atinge o exagero tem o seu lado negativo. A verdade é que viver muito certinho se torna extremamente chato.
O novo frisson é ilimitado e ganha proporções incontroláveis. Tudo agora tem de ser instantaneamente analisado e exibido na forma de itens cuidadosamente distribuídos, da menor à maior importância, ou vice-versa. Primeiro, segundo, terceiro... e por último. Não é assim que vemos toda e qualquer explicação sobre diversos assuntos hoje em dia? A convicção que muitos embutem nas suas opiniões especializadas é tanta que qualquer comentário desfavorável gera troca de insultos e baixarias desnecessárias. Ninguém pode discordar de uma simples opinião?
Infelizmente, apesar da evolução que muitos consideram que atingimos, é muito difícil uma opinião ou gosto pessoal ganhar unanimidade numa sociedade livre e democrática. Quem se arvora de conhecer e opinar sobre determinado assunto deve aceitar que nem todos concordam com seus argumentos e fundamentação. O mundo não oferece as mesmas condições de vida para todos. Portanto, generalizar sob o seu ponto de vista pode atrair milhares de críticas e questionamentos. Se a divulgação for numa rede social, então, a probabilidade aumenta bastante.
Quem gosta de expressar suas opiniões publicamente não deve ser crucificado sem um motivo racional. Concordar ou discordar não pode ser argumento para agressões, ofensas, difamações e outras atitudes que tencionam atingir a honra e a integridade moral de qualquer pessoa. Leu, não gostou e discorda, paciência. Questiona o que não concorda e ponto! Afinal, ninguém é obrigado a aceitar e seguir a opinião de quem quer que seja. Se a informação não acrescenta nada ao seu interesse... Pare de ler no segundo item. Respeito independe de gostar!


J R Ichihara
03/12/2017

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