Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

ANTONIO CARNIATO FILHO
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Prosa
 
PREFACIO LIVRO PRIMAVERA VAI... PRIMAVERA VEM...
Por: ANTONIO CARNIATO FILHO

ÃPREFÁCIO

Não sei se alguém já disse, mas nunca é fácil escrever o prefácio de um livro.
Existe sempre o risco de este prefácio não fazer jus ao material que temos em mãos, ainda mais quando ao lermos o conteúdo, nos deparamos com uma poesia que foi escrita e presenteada a nossa pessoa e quando o autor de tudo isso não é ninguém menos do que nosso próprio pai!
O convite de prefaciar esta obra foi muito lisonjeiro e ao mesmo tempo difícil para mim por dois motivos: primeiramente porque ao ler cada trecho, mergulhei na minha própria vida. Infância, juventude e fase adulta. Como todos lá de casa, tive a sorte de crescer num lar de mãe professora e pai escritor, de ter irmãos-amigos, cachorros latindo, tios e tias em profusão, primos, casa grande de janelas sempre abertas captando a luz do sol e o azul do céu que, agora, na longínqua e cinzenta Inglaterra, onde moro, são verdadeiros artigos de luxo e que me fazem tanta falta como as letras que em tão tenra idade já eram para mim como o ar que eu respiro. Por último, porque ler este livro a milhares de quilômetros de distância me fez sentir a velha dolorida saudade.
Eu gostaria de tentar explicar, mas não sei se consigo, o que é crescer em meio à poesia e às crônicas, numa casa sempre alegre e cheia de gente, indiferente a qual lugar do planeta estivéssemos morando e cujo olhar atento do autor ( meu pai) captava ,como ainda capta ,cada detalhe desta existência em seus escritos, nossa herança maior. Dessa forma, eu acho que não cresci, me tornei apenas a mistura de letras, ora poesias, ora crônicas, verdadeira filosofia.
Então... como transformar em palavras o que é tão corriqueiro para mim?
Eu tenho que dizer aos leitores que o gosto pela poesia herdei deste que escreve esta obra. Não sei dizer se é coisa de sangue, se talvez se deve ao fato de que “ respirar” escrita e leitura 99% do tempo faz com que também aprendamos a “poetizar” o que vemos e sentimos de uma forma mais clara e objetiva, mas a realidade é que são os momentos de solidão, que todos nós temos, que entendemos que é a poesia grande companheira.
Mas o que é poesia? Uma coisa difícil de entender? Poderão alguns dizer que sim...
Muito necessário que se tenha um grande grau de instrução para compreendê-la? Claro que não! A poesia está em toda parte! Na música que ouvimos, nas pinturas, nas fotografias, nos filmes, novelas, até na internet! Não é necessário que saibamos muito sobre ela! Não é necessário que conheçamos métrica, rimas, versos, melodia! Nada disso é preciso. O que é absolutamente preciso é que nos deixemos ser íntimos dela, verdadeiros amigos, olhá-la atentamente permeando a vida no dia a dia, no olhar das pessoas, nos momentos alegres e até nos momentos tristes!
E' uma grande verdade que a poesia é composta por frases que nos emocionam, nos sensibilizam e que tocam nossos corações sugerindo emoções por meio da linguagem. Mas quem então seria o poeta ? Um grande mágico no uso das palavras? Um bruxo? Alguém que fez pacto com a eternidade? Será? Já disse Fernando pessoa que “ o poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente”...
Dito isto, eu convido o leitor, através da poesia-magia, quase bruxaria, pacto de eternidade deste autor com a vida, a permitir-se ler este livro despreocupado com qualquer definição científica sobre o assunto. A deixar fluir, tal como uma corrente elétrica, a emoção da leitura que subtrair as dores, sejam quais forem, para nos apresentá-la em forma de bálsamo e que, ao colher as mesmas belezas do mundo, nos apresente, mas multiplicadas.
E ao final, quando virarmos a última página deste livro, aquela que como um amigo nos fará tanta falta, poderemos dizer: o grande dom de Antonio Carniato não é escrever poesia para você ler, mas sim escrever poesia para ler você!


MARINELA CARNIATO
Advogada, escritora, proficiente em Italiano pela Universidade de
Siena, Itália e em inglês s pela Universidade de Cambridge, Inglaterra.




 Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: HaWH (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.