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Crônica
 
O SENHOR DA GUERRA NÃO GOSTA DE CRIANÇAS
Por: Valdir Sodré

As trocas de mensagens ásperas com uso de linguagem dura de intimidação entre o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o líder da Coréia do Norte Kim Jong-un nos últimos meses renascem os tempos nebulosos da Guerra Fria. As incertezas das reais consequências desse duelo de palavras hostis preocupam todo o mundo e alimentam temores de um novo cenário de guerra.

De fato os testes com armas nucleares realizados pelo governo norte-coreano com ameaças claras a um possível uso de artefato de míssil intercontinental enfurecem os brios do presidente deselegante e radical norte-americano.
Renato Russo, n’a canção do senhor da guerra, composta para um programa infantil televisivo, entoa o refrão: o senhor da guerra não gosta de crianças. Tal reflexão se amplia com os versos profundos da canção ao recitar que

Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente que a guerra
Gera empregos, aumenta a produção
Uma guerra sempre avança a tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Pra que exportar comida se as armas
Dão mais lucros na exportação?

Absurdamente o mundo gasta cerca de US$ 1,7 trilhão com material militar e bélico. Os Estados Unidos lideram esse ranking com os gastos de cerca de US$ 680 bilhões. Isso representa 4,4% do PIB norte-americano e 39% do gasto mundial. Mas afinal de contas por que esse dinheiro não tem outro destino? A globalização neoliberal integrou as economias mundiais, mas não universalizou as misérias do mundo. A fome e a pobreza representam o retrato mais perverso e desastroso da dignidade humana.

Segundo o Instituto de Pesquisas da Paz de Estocolmo (SIPRI, em inglês), se os governos destinassem apenas 10% dos gastos militares anuais para o combate à pobreza e à fome, todos os problemas estariam resolvidos até 2030, com as metas da ONU sendo atingidas.

Mesmo quando um país não é confrontado por alguma ameaça real iminente, os Estados destinam recursos para sua defesa, englobando artefatos militares e bélicos. Esse fato demonstra poder internacional ao manter forças treinadas e equipadas, dissuadindo possíveis inimigos da ideia do uso da força. Ademais, esses gastos são uma forma de agradar setores militares nacionais. Porém a indústria bélica pressiona os governos com ofertas cada vez mais caras e sofisticadas em caso de ameaças reais e/ou percebidas.

Esse quadro caótico existente entre os gastos militares e bélicos com a fome e a pobreza no mundo realça a situação atual de imigrantes e refugiados no nosso planeta. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, existem atualmente 65,6 milhões de refugiados no mundo por razões ligadas principalmente a conflitos armados.

Esse retrato desolador e crescente remete-nos ao belíssimo trabalho fotográfico Êxodos, de Sebastião Salgado, que retrata a história da humanidade em trânsito, na qual as pessoas se tornam migrantes, refugiadas ou exiladas por força e fuga da pobreza, da repressão ou das guerras. Salgado sempre enfatizou as crianças em seus trabalhos e na sua introdução desse trabalho descreve que

em toda situação de crise [...] as crianças são as maiores vítimas. Mais fracas fisicamente, são sempre as primeiras a sucumbir à fome ou à doença. Emocionalmente vulneráveis, não têm condições de compreender por que estão sendo expulsas de suas casas [...] Isentas de responsabilidade pelos próprios destinos são, por definição, inocentes.

Entendendo que a criança é a opinião de Deus que o mundo precisa continuar, não podemos conceber a ideia de que líderes de nações com poderio militar e nuclear façam ameaças mútuas de uso da força, inventando novos jogos de guerra. O senhor da guerra, inimigo da paz, não gosta de crianças e, portanto, não vive e convive no presente com sonhos de construção de um mundo melhor, mais humano, fraterno e pacífico.

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