Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 

E-mail:
Senha
       
        Cadastre-se
Esqueci minha senha
Homepage
Pensadores
Lazer e informação
Citações
Textos Fantásticos
Poemando
Provérbios
Estatuto do poeta
Peão diz cada uma!
Bíblicos
Contos e poemas de Natal
Básico de violão
Livrarias
Informática
Artes
Jornais
Revistas
Música
Televisão
Infantil

MUSIPOEMA

MUSIPOEMA
A HISTÓRIA DO ROCK IN ROLL
SER MÃE
AMIGO É...
AMAR É...
 

 

Busca

 
 
 
Conto
 
Sonia
Por: Morena

Sonia era uma adolescente alta e magra. Os cabelos curtos e encaracolados emprestavam-lhe uma silhueta bonita. Trabalhávamos juntas numa tecelagem, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Sonia apaixonou-se por um dos nossos colegas de trabalho, um moço muito bonito. As meninas suspiravam em volta dele. O rapaz era realmente um belo espécime masculino. E Sonia apaixonou-se perdidamente.
Sendo eu muito colega dele e jovens como éramos, brincávamos muito. Quando ele levava material para a minha seção, brincávamos de espadachim com os canudos de papelão das peças de tecidos. Ele era mesmo apenas meu amigo. Eu sabia que Sonia o idolatrava e sonhava que ele a pedisse em namoro. Mas o tempo passava e ele não pedia.
Quando o pai de Sonia faleceu, o jovem foi escolhido por colegas de serviço para representar a empresa no velório, com intenção aproximar os jovens. Ele foi. Na hora do sepultamento, Sonia abraçou-se a ele, muito sofrida. Sendo ela a filha mais velha, teria agora a grande responsabilidade de ajudar a mãe a criar irmãs e irmãos pequenos. Carente agora da figura paterna, ela projetou no rapaz todo o amor do mundo.
Eu e ele morávamos em bairros vizinhos e amiúde pegávamos o mesmo ônibus no retorno para casa. Certo dia, perguntei-lhe porque não namorava a Sonia. Ele respondeu que a achava a uma moça sensacional, muito digna, mas que não gostava dela. Confessou-me estar apaixonado por outra.
O tempo passou. Eu e Sonia tomamos rumos diferentes, após quatro anos trabalhando juntas. Depois daquele emprego nunca mais a vi ou soube dela. Com o passar de muitos anos, do fundo do meu coração desejei que ela estivesse bem, que houvesse casado com um bom homem, um pai que suprisse todas as necessidades dos filhos que por ventura houvessem tido.
Quase cinquenta anos depois, possivelmente ela ainda recorda o rapaz por quem se apaixonou perdidamente na juventude. Quem sabe, secretamente, nunca tenha deixado de amá-lo. Sonia perdeu seu grande amor, mas certamente desconhece que se tivesse casado com ele, fatalmente teria sido muito infeliz, porque aquele rapaz, já àquela época que éramos amigos, escondia seu lado sinistro, iniciado aos doze anos de idade; era viciado em entorpecentes. Em verdade era um lindo lobo em pele de cordeiro. Mas Sonia jamais soube disso e jamais soube que teria sido a mais infeliz das esposas se por desventura tivesse casado com ele, porque... Com ele eu fui a mais infeliz das esposas.

 Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: FQIH (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.