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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Ensaio
 
Hollywood: da ficção à realidade
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

As pedras no caminho do estrelato


Quem não admira a criatividade em algumas estórias levadas às telas pelos estúdios cinematográficos de Hollywood? Há muitas décadas este centro de excelência representa a meca da indústria do cinema no planeta. Gerações de atores, diretores e atrizes embalaram o sonho de adolescentes, jovens e adultos mundo afora. Quantas boas lembranças ficaram gravadas nas memórias por causa das fitas exibidas nas lotadíssimas salas das cidades dos diversos países? Realidade ou ficção, não importava, mas os olhos não desgrudavam das cenas empolgantes.
O que parecia um mundo maravilhoso, inocente, livre de pecados que reduzem a estatura moral de qualquer ser humano revelou um lado decepcionante para a exigência comportamental dos dias atuais. Surgiram denúncias de escândalos sexuais, na forma de assédio por parte de diretores e produtores famosos, onde havia suspeita mas nada publicamente declarado. Alguma surpresa? Ou as pessoas mudaram a maneira julgar o que muitos aceitavam como normal? Hipocrisia ou não, mas os denunciados já sentiram na própria pele o efeito dessas mudanças. Portanto, o que antes parecia a detenção de um poder ilimitado até sobre a relação sexual, consensual ou impositiva, parece estar com os dias contados pela divulgação da mídia sobre a chantagem sexual que o influente produtor Harvey Weinstein exerceu por mais de 30 anos sobre as atrizes. Com a porteira aberta, depois da revelação do New York Times, a enxurrada de denúncias ganhou dimensões incontroláveis e forçou o afastamento dele da empresa Westein Company. Afinal, toda organização empresarial precisa manter uma boa imagem para o público.
Mas a onda de moralismo e perda de medo para denunciar os abusos que sempre ocorreram vieram para ficar. Alguém duvidava que isso acontecia muito antes dessa manchete bombástica? Ou todos concordam que o poder sobre o sexo obrigatório é mais frequente do que se imagina? Havia até uma forma dissimulada de insinuar que algumas atrizes ganhavam o papel principal após “o teste do sofá”. Como se vê a realidade pode estar muito além da ficção elaborada com o esmerado preciosismo nos famosos estúdios hollywoodianos. Só talento não é o bastante!
Aproveitando a quebra do medo de denunciar o assédio dos poderosos sobre as atrizes, outras revelações chegaram ao conhecimento do público. O ator Kevin Spacey, o protagonista da série House of Cards, foi acusado de assediar o jovem Anthony Rapp, em 1986. Na carona disso, outras denúncias vieram à tona contra essa celebridade, sobre o seu comportamento nos ambientes de filmagens. Para tentar amenizar o petardo ele se declarou gay! Fala-se que vai se submeter a tratamento e tudo mais. Como apagar a humilhação das vítimas do suposto doente?
Desconhecer que o mercado de trabalho é desvantajoso para as mulheres, em qualquer lugar do mundo, é assinar um certificado de ignorância. O pior é a impotência sobre certas contratações onde os interesses são visivelmente perceptíveis. Quantos chefes, realmente, admitem uma secretária baseado exclusivamente nas competências profissionais? Se a mais atraente for um pouco menos habilitada que outra de aparência comum... Qual das duas será contratada? O instinto do macho dominador ainda prevalece, indiscutivelmente, no mundo real.
Tempos atrás veio à público que o astro Jose Mayer, da Rede Globo, assediava uma figurinista que trabalhava na mesma empresa. Os exemplos servem para comprovar que a fraqueza da carne independe do grau de instrução, posição social, profissão ou qualquer atividade onde é obrigatória a convivência entre homens e mulheres. Para mulheres bastante atraentes, independentemente de permitir as intimidades do chefe, a possibilidade de sofrerem um assédio sexual é elevadíssima. Quantas teriam a coragem de denunciar arriscando perder o emprego?


J R Ichihara
08/11/2017

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