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ANTONIO PAIVA RODRIGUES
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  HOMENAGEM AO RADIALISTA NO SEU DIA
Por: ANTONIO PAIVA RODRIGUES

  HOMENAGEM AO RADIALISTA NO SEU DIA

Uma data comemorativa tem importância fundamental para qualquer profissional, devido a comemorações e festividades, os profissionais de comunicação, seus familiares, amigos e apreciadores desta classe laboriosa já estavam certos que a data foi uma homenagem merecida a um ícone da radiodifusão brasileira, Roquette Pinto no dia do seu aniversário. A história do dia do radialista é rica em detalhes, visto que teve início no ano de 1943, no Governo de Getúlio Vargas. O presidente da época sancionou lei com a qual fixava um piso salarial, ou remuneração mínima para os profissionais da Comunicação Social.

Numa reunião realizada na Rádio Nacional teria sido decidida a escolha da data do referido decreto Lei, de 21 de setembro, como referência para se comemorar o Dia do Radialista. É bom frisar, que na primeira comemoração, todas as emissoras do Rio de Janeiro silenciaram. "Os profissionais foram à rua participar de uma gincana com corridas de calhambeques e foi servido um churrasco na Quinta da Boa Vista", informa a professora de radiojornalismo e pesquisadora Débora Lopez, através do site Rádio na Rede.

Os mais conservadores vão continuar comemorando o seu dia na data anterior, isto é, no dia 21 de setembro. A mudança para o dia 7 de novembro feito pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva constrangeu muitos comunicadores. Outros afirmam que a partir da mudança por uma lei federal em 2006, o dia do radialista passará a ser comemorado em duas datas. O dia 21 de setembro que é uma data simbólica e 7 de novembro que é a data oficial. O motivo da mudança foi para homenagear o músico e radialista Ary Barroso.

Para os apaixonados pelo rádio, eles terão a primazia de comemorar o seu dia em duas datas distintas. A mudança causou polêmicas, pois outras datas foram pensadas para homenagear o rádio e os radialistas, mas não têm, para os profissionais do rádio, o mesmo peso histórico do - 21 de setembro. A confusão de datas teve início quando o - 25 de novembro - foi instituído o Dia do Rádio, pelo Marechal Castelo Branco. A data anterior era na comemoração do aniversário de Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão Brasileira.

A Lei nº. 11.327, de 24 de julho de 2006, que instituiu o dia sete de novembro foi proposta pelo deputado Federal Sandes Júnior (PP/GO), a lei remete à data natalícia do compositor Ary Barroso, autor da Aquarela do Brasil. O Dia do Radialista passou do dia 21 de setembro para o dia 07 de novembro, através de um decreto do presidente Lula, para homenagear o radialista, cantor e compositor Ary Barroso. A data antiga também surgiu de um decreto do presidente Getúlio Vargas, para lembrar a fixação dos níveis mínimos de salário dos trabalhadores em empresas de radiodifusão. Fica, então, o nosso reconhecimento aos profissionais das emissoras associadas.

O rádio já teve suas nuanças positivas e suas conquistas, no entanto, nos dias atuais vem passando por problemas gravíssimos, por hospedar em suas hostes, supostos profissionais, somente porque alugam e compram horários aos permissionários. Rádio não tem dono é concessão pública, mas tem muito coordenador e supervisor enchendo os bolsos de dinheiro, a custa de vendas de horário e por ganho no percentual de publicidades. A Radiodifusão é de importância imensurável. E o homem de Rádio que leva a sério a sua profissão, que nela crê e a ela se dedica, presta um serviço de inestimável valor à coletividade e faz jus a essas comemorações.

Seja na informação precisa e imediata, seja no aviso de utilidade pública, seja no lazer proporcionado pelos programas que divertem e deleitam, seja na orientação dada, na cultura difundida, na transmissão dos eventos esportivos, seja nas mensagens de paz e amor e fraternidade, o profissional do Rádio presta um grande serviço. O rádio passou a ser um viés de pornofonia e pornografia, visto que, a ética morreu e não ressuscitou. Os Sindicatos fazem vistas grossas. É preciso que o Ministério das Comunicações veja com carinho a situação dos profissionais da comunicação, pois a Carteira do Trabalho para nada serve. Precisamos nos reunir para acabar com os cursos rápidos de rádio promovido pelos sindicatos.

A primeira emissora de rádio no Brasil foi fundada em 20 de abril de 1923, tendo como fundador Edgar Roquete Pinto, na Academia Brasileira de Ciências, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com o prefixo PRA-A. Logo depois veio a Rádio Clube do Brasil PRA-B, fundada por Elba Dias. Devido a esse detalhe que o dia do radialista jamais deveria ter sido mudado. Segundo alguns estudiosos afirmam que não são apenas os locutores, os comentaristas, os noticiaristas, os repórteres, aqueles apresentadores que vocês ouvem que desempenham papel importante na Radiodifusão.

Há todo um exército de pessoas cujos nomes vocês nem conhecem, cuja voz vocês nunca escutam e que estão dia e noite, domingos e feriados, trabalhando para que a emissora possa fazer suas transmissões. Jornalistas dedicados que trabalham na radiodifusão, técnicos, operadores, pessoal da área artística, redatores e produtores, integrantes do setor comercial e da administração, muita gente mais, compondo uma colmeia que não para, que trabalha, produz e realiza, fazendo-se merecedora de admiração e respeito.

Em São Paulo/SP, a primeira emissora foi a EDUCADORA PAULISTA, fundada em 1924, e em Belo Horizonte, a primeira rádio foi a RÁDIO MINEIRA, fundada em 30 de maio de 1936. Hoje, lamentavelmente, fora do ar. Mas, a primeira transmissão do Rádio foi no dia 07 de setembro de 1922, durante a exposição comemorativa do centenário da independência. O discurso do então Presidente da República, Epitácio Pessoa, além de ser ouvido no recinto da exposição, chegou também em Niterói, Petrópolis e São Paulo, graças à instalação de uma retransmissora no Corcovado e de aparelhos de recepção nesses locais. Hoje são milhares de rádios espalhadas pelo país, levando alegria, entretenimento e informação para um Brasil de audiência, e principalmente ao ouvinte que sempre fez do Rádio, seu grande companheiro. (Fonte Toninho Lima).

A história do rádio no Ceará começa no dia 28 de agosto de 1931, em Fortaleza, através da criação da sociedade civil integrada por “amadores da radiotelefonia”, chamada Ceará Rádio Clube. O seu fundador foi João Dummar, um apreciador da música erudita e radiotelefonia – como se denominava então as atividades de radiodifusão. A emissora era inaugurada uma década depois da Rádio Sociedade, que foi a primeira no Brasil. A história da Ceará Rádio Clube é uma história riquíssima em detalhes históricos e de nuances, que engrandeceram a radiodifusão no estado do Ceará. Fortaleza no início de atividade da PRE-9, contava com 80 mil habitantes, segundo afirmações do escritor e cronista Otacílio Colares.

Os programas de auditório inicialmente contavam com cem poltronas e estava postado no oitavo andar do Edifício Diogo, onde Direção Comercial e Superintendência funcionavam um andar acima, o nono. Na década de1940 a1949, houve a incorporação aos “Diários Associados”, a fase que se iniciou a 11 de janeiro de 1944, dia da incorporação à rede nacional de emissoras. O tempo foi passando e outras emissoras foram surgindo com mais força e investimento. A - Ceará Rádio Clube foi se sustentando com muita garra, mas a televisão havia chegado para tomar seu espaço na sala das casas brasileiras, onde um dia, aparelhos enormes de rádio reinaram. Inaldo Sardinha afirma que nós não temos nada a comemorar. Você concorda?

Ao mesmo tempo, novas emissoras de rádio consolidavam-se. A - Ceará Rádio Clube - que passou a fazer parte da Rede Clube Brasil e mudou de nome para Rádio Clube em 2008, mantém-se em funcionamento até os dias de hoje. As emissoras tradicionais estão mudando a sua razão social devido à particularidade das cadeias com emissoras de outras praças. A cultura ficou mais globalizada em detrimento da cultura local. Na época, quando fundou a primeira emissora de Rádio do Brasil, não existiam escolas para formação de Radialistas. Foram os Radiamadores os primeiros locutores, por já possuírem experiência com microfones.

Uma característica era fazer uma programação cultural, que consistia em música Erudita, conferência e palestras que não interessavam ao ouvinte. Na Era do Rádio, o grande astro era "Vital Fernandes da Silva", o "Nhõ Totico", que permaneceu no ar por 30 anos. O mais incrível é que nessa época ele apresentava dois programas ao vivo e totalmente improvisados. Nos dias atuais com ouvintes mais exigentes o radialista é obrigado a estudar a parte técnica e se assoberbar de conhecimentos gerais extensos, ter um padrão que se identifique com cada emissora, saber outra língua que não a sua, mas infelizmente isso não está acontecendo. As emissoras religiosas passam 24 horas transmitindo religião fugindo a destinação da rádio. A religião é necessária, mas os programas deveriam ser mesclados com programas culturais e de conhecimentos gerais. Não sabemos se os que trabalham nessas rádios são habilitados para tal. A história do rádio é rica, por isso, os profissionais da Comunicação deveriam se especializar e aumentar seus conhecimentos. Parabenizamos todos os radialistas do Brasil, almejando felicidades para essa importante classe e que possam pelo menos tomar ciência da oração que lhe servirá de alento nas horas mais difíceis.

ORAÇÃO DO RADIALISTA

"Senhor, faça deste microfone um condutor da verdade". Mantenha-me firme e sereno para equilibrar o meu senso de justiça. Direcione o meu conhecimento para produzir faíscas de esperança. Não permita que me perca pelos caminhos distantes da razão. Jamais deixe algum sentimento distorcer a essência do que precisa ser dito. Senhor ilumine as minhas palavras para que elas carreguem alento. Conceda-me sabedoria para falar e bastante paciência para saber ouvir. Inspira-me com bons pensamentos e que eu defenda apenas o que acredito.

Senhor mantenha-me seguro todos os dias na sinuosa pista da humildade. Que a minha voz se faça ouvir sem frieza nem sensacionalismo. Livra-me da arrogância, do medo, da vaidade e da indiferença. Evite que usem indevidamente a minha voz para prejudicar alguém. Faça de mim porta-voz da cidadania, da credibilidade e da isenção. Senhor impeça que eu induza a pré-julgamentos ou a condenações. Corrija o meu excesso de individualidade e me torne mais flexível. Dá-me firmeza para eu não escorregar nas armadilhas da palavra.

Senhor proteja minhas cordas vocais, ferramenta do meu ganha-pão. "Proteja Senhor, a todos os meus ouvintes, razão do meu trabalho.". (Texto de autoria do radialista Léo Saballa), destacado profissional do rádio em Joinville-SC, e publicado em 2005 no site www.carosouvintes.org.br por iniciativa do multimídia Antunes Severo, sócio fundador da Associação Catarinense de Imprensa.


ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ACE- DA UBT- DA ALOMERCE E DA AOUVIRCE

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