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Hum, que inebrio!
Por: Morena

Quando eu tinha dez anos, a minha irmã, três anos mais velha do que eu, às vezes me levava no apartamento que ela trabalhava como doméstica no centro de São Paulo. Na casa não havia crianças, mas havia muitos brinquedos. Lembro que a patroa da minha irmã era uma mulher jovem e muito bonita. Paupérrima como era a minha família, achava-a rica. Não lembro se ela tinha marido e também não lembro porque havia um quarto de criança com muitos brinquedos, já que eu não via crianças. Depois eu pergunto pra Marília, a minha irmã (que nome bonito, não?). O que de verdade marcou-me àquela época foi o rastro de perfume maravilhoso que a dona da casa deixava sempre que saia apressada para o trabalho. Que aroma delicioso! Aquele cheiro acompanhou-me por toda vida. Nunca encontrei nenhum creme ou perfume com aquela fragrância, até quando, há poucos anos, uma amiga me viu folheando revistas de cosméticos e, abrindo um frasco de creme mo deu para cheirá-lo. Hum, inebriei-me! Era o mesmo cheiro do perfume da patroa da Marília. Quantas lembranças despertadas! Eu, criança grande, mexendo em todos os brinquedos de crianças que eu não conhecia e minha irmã ralhando comigo para que me comportasse; eu, correndo pelo apartamento pedalando um minúsculo tico-tico; eu, maravilhada com o lindo apartamento; eu, fascinada com a mesa farta; eu, inebriada com o aroma de um perfume de mulher... Todos os meus sentidos entraram em ebulição ao lembrar aquela garotinha boba, maravilhada com um mundo de riquezas. Encomendei o produto de imediato da revista mais cara de cosméticos que eu folheava. Desde então não deixo que falte. Hum, que inebrio!

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