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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Objetivos atingidos com sucesso
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Nem Hamurábi, nem o Tio Sam


A condenação do ex-presidente Lula, pelo juiz Moro, baseada nas suposições do tríplex de Guarujá, assim como a vitória do governo Temer na CCJ da Câmara de Deputados, contra as investigações das denúncias de corrupção, estão muito perto do objetivo dos que tiraram o PT do poder. Quem se lembra das conversas entre o senador Romero Jucá, um dos articuladores do golpe, com o ex-executivo da Transpetro, Sergio Machado, acertando o que precisava ser feito para se livrarem das garras da Lava Jato? Profecias? Ou o script está sendo executado? Então...
Lamentavelmente para os petistas, o que era muito grave no julgamento de Dilma, com Temer são apenas ilações. Os governistas já diziam, muito antes da votação, que a vitória era certa. Isso mostra que este Congresso está muito comprometido com os interesses pessoais, jamais com a busca da retidão, da moral, da transparência... reforçaram o corporativismo. A sociedade brasileira até ouviu do deputado Maluf, um dos procurados pela Interpol, que Temer é um exemplo de honestidade. Parece mesmo que alguns corruptos de estimação são intocáveis.
Infelizmente, para quem esperava algo diferente disso, as cartas já estavam marcadas há muito tempo. Leis, regras, imagem pública e tudo mais que garantem a aceitação de uma pessoa numa sociedade que se diz democrática, depende de quem julga, bem como da forma como ela é mostrada ao povo. Os mitos nos fizeram acreditar, segundo Yuval Noah Harari, no seu excelente livro Sapiens – Uma breve história da humanidade, que somos iguais em direitos e obrigações. Por isso, ele desmistifica tanto o Código de Hamurábi quanto a Constituição norte-americana.
Como águas passadas não movem moinho, segundo a sabedoria popular, os derrotados que aceitem o que vier pela frente. Mas quem são os perdedores nos casos das denúncias contra Temer e da condenação de Lula? Estranho como o mesmo problema – o combate à corrupção –, envolvendo pessoas diferentes, recebem tratamento diametralmente opostos. Esta é a Justiça que todos queremos? O fato é que ambos os resultados foram comemorados pelos antipetistas. Alguns comerciantes até ofereceram bebida e comida grátis porque Lula foi condenado. Mas o silêncio...
Valeria a pena tentar voltar à página virada da história política recente do Brasil? Ou a vergonha é tamanha que é melhor deixar para lá? Claro que os que apoiaram tudo isso que está aí têm motivos de sobra para comemorar. O pano de fundo foi o retorno ao crescimento, a estabilidade econômica, a melhora na imagem externa do país... Voltou a reinar o ignorado espírito republicano. O Congresso, que já demonstrou como retribuir os afagos do Planalto, está declaradamente receptivo a todas propostas de Temer. Crise... Foi riscada do vocabulário pátrio!
Quem se importa com ética, moral, honestidade, transparência e tudo mais se o emprego voltou e a economia está a pleno vapor? Este é o questionamento que separa os conscientes dos submissos. Toda a enxurrada de escândalos que envolveram as gestões federais petistas e as estaduais tucanas, decorreram dos esquemas prejudicais entre as empresas privadas e a administração pública. Queremos retornar ao mesmo lugar? Pelo que decidiram na Câmara e no Senado – sobre Temer e Aécio – estamos avisados que sim. Extirparam o nosso câncer maligno?
Todo trabalhador brasileiro sonha com algo na vida. Alguns se conformariam com um simples reconhecimento porque gostam do que fazem; outros, mais exigentes, almejam uma vida de conforto e segurança porque acham que merecem. Quem seria o facilitador desses desejos? Os patrões? A Justiça? O mercado? O esforço e a dedicação individual? Se um bem que consome tantas horas de trabalho é vendido por um certo valor, qual seria o preço justo da hora trabalhada na sua cadeia produtiva? É o desequilíbrio nesta conta que gera muito lucro e alto desemprego.


J R Ichihara
17/07/2017

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