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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Jornalismo
 
Bateu, apanhou, chorou!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Até a arrogância tem limites


A recente notícia que a funcionária da Rede Globo, Miriam Leitão, uma das mais ferrenhas críticas do governo petista, foi agredida verbalmente dentro de um avião, durante um voo de Brasília para o Rio, reacendeu o clima de ódio e intolerância no país? Claro que numa situação dessas, onde as opiniões políticas extrapolam a racionalidade, se ouve todo tipo de exagero. Até onde chegou à público, as agressões seriam através de palavras ofensivas, tais como a afirmação de que a Globo apoiou a Ditadura Militar e que ela foi terrorista. Faltou polidez nos termos usados?
Como toda estória tem mais de uma versão, a de quem conta e outra dos que vivenciaram a narração, o caso de Miriam Leitão não poderia ser uma exceção. Relatos de alguns passageiros divergem totalmente do que ela publicou, mas o clima de intolerância só aumentou com mais este acontecimento. Um dos questionamentos é por que ela só resolveu tornar público algo tão grave dez dias depois? Para alguém que conta com uma enorme ferramenta para se defender, a rede de mídia mais poderosa do país, isso soa estranho. Qual a importância disso para a sociedade?
Dias depois foi a vez de Alexandre Garcia, outro empregado da Rede Globo, ser abordado por um estranho num aeroporto quando embarcaria de Brasília para Belo Horizonte. As agressões foram por causa das palavras “golpistas” e “eternamente golpista”, seguidas de perguntas de como é ser golpista e compactuar com o sistema. Pelo que se ouviu, apesar do constrangimento, não houve palavras de baixo calão. Isso é aceitável num regime de liberdade de expressão? Ou é apenas o reflexo do ambiente criado pela própria mídia nos telejornais? Como ele se sentiu?
Quem é fiel aos noticiários da Rede Globo precisa admitir que ela declarou abertamente sua oposição ao PT. Por que agora acham que a reação dos militantes é agressão? É muita ingenuidade achar que as pessoas aceitarão tudo caladas e submissas a opinião unilateral desta emissora de uma concessão pública. Dizer o que pensa é privilégio apenas dos jornalistas que se consideram acima do bem e do mal? Talvez essas ocorrências alertem os responsáveis pelas opiniões políticas e econômicas que as celebridades globais emitem para a população. Portanto...
Curiosamente, a Globo não vê nada demais nas agressões verbais contra petistas. O artista Chico Buarque foi chamado de “ladrão”, por um jornalista, que depois se desculpou. No Leblon, onde se encontrava com alguns amigos, foi chamado de “merda” por um grupo de antipetistas. O senador Lindbergh também foi hostilizado num restaurante, mas nada aconteceu. O ex-ministro Guido Mantega foi xingado na entrada de um hospital. Uma torcida organizada mandou Dilma “tomar no cu”, em pleno estádio, onde ela estava presente. Tudo isso pode, né!
Diz-se que quem apanha não esquece, enquanto quem bate pouco se lembra disso. Seria o caso dos empregados da Globo? Noticiar um fato é mais do que obrigação deste meio de comunicação, mas emitir opinião difamatória não faz parte do jornalismo imparcial. Provavelmente a população esteja percebendo que o monopólio midiático tem lá suas inconveniências. O ditado popular de quem fala o que quer, ouve o que não quer, pode significar uma filosofia baratérrima, mas não deixa de carregar muita verdade na sua essência. Então... O efeito bumerangue existe!
O fato é que muitos gostam de bater, mas não aguentam um empurrãozinho sequer. Daí o chororô, o popular mimimi das redes sociais... tudo aquilo que desmistifica a resistência para enfrentar as reações com a mesma intensidade dos ataques. Que esses fatos tenham ajudado esses globais a baixarem a bola e entenderem que eles estão no mesmo patamar de direitos, obrigações e respeito dos demais. Afinal, são apenas empregados de uma empresa que têm outros interesses além dos deles, ou seja, podem ser gentilmente descartados após o devido uso.


J R Ichihara
18/06/2017

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