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Ensaio
 
Evolução das espécies
Por: Marlene A. Torrigo

Diferenças de idade em relacionamentos são normais, mas quando a diferença extrapola demais, causa estranhamento. Recentemente conversei com um amigo de infância de 66 anos, que está morando com uma jovem de 23 anos. Num relacionamento anterior ele estava com uma mulher com a metade da sua idade, que o traiu com um bambambã. Sobre o relacionamento atual, perguntei-lhe porque estava com uma pessoa tão jovem, ao que ele respondeu que ela precisava de um pai (ou avô?) e que precisava de alguém para cuidar dele, das suas coisas, cozinhar para ele.
O cantor Erasmo Carlos também está casado com uma mulher cinquenta anos mais nova do que ele. É até comum homens e mulheres namorarem, casarem com pessoas bem mais velhas. Considero que em uma diferença gritante de idade pode haver tudo, menos amor. Em relacionamentos assim, qualquer briga, qualquer discussão mais acirrada do casal, ofensas tipo, você não passa de um velho, você não passa de uma velha, acontecerão. Assim aconteceu com a atriz Suzana Vieira, cujo par, com idade para ser seu neto, chamou-a de velha em meio a um evento. Disse-lhe que desde o começo do relacionamento só queria projeção e que para isso ela servira muito bem. Pobre Suzana! Creu que fosse amor!
Cada pessoa tem o direito de ter relacionamentos com quem quiser, contudo, se diferença fenomenal de idade possa não representar nada para muita gente, ter bom senso se faz necessário em pessoas adultas. Uma vez eu disse para uma conhecida, cujo colega de trabalho dela de apenas 18 anos, cobria-a de atenções, tendo ela 46 anos e um filho da mesma idade do jovem: “Sabe, um dos dois tem que ter juízo e acabar com essa brincadeira que está indo longe demais. E essa pessoa é você. Já nem devia ter dado asas pra ele te paquerar. Ele é uma criança perto de você e a família dele pode entender isso como assédio de sua parte.”
E querem saber a minha opinião sincera sobre relacionamentos dispares? Bem, eu sou meio conservadora e, como TODAS AS PESSOAS, tenho lá certos preconceitos. Tolero sim, certa diferença de idade, mas se essa diferença for espetacular, realmente... Sou de acompanhar a evolução das espécies. Critiquem como quiserem, mas eu, Marlene, livre, leve e solta, estar com um jovem com idade equiparável a dos meus filhos ou netos? Pelos deuses! Internem-me em hospício, porque tratar-se-á de um surto gravíssimo, irreversível, malditíssimo.

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