A casa dos grandes pensadores

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Conto
 
Marcela
Por: Fabiana Teixeira

Trabalhava em um restaurante para ajudar a família e em suas mãos calosas, as marcas do trabalho árduo mostravam-se incontinente. Mas ela não reclamava, apenas se conformava e dava continuidade ao seu viver de mulher laboriosa. Todos os dias pegava o metrô lotado, era uma longa trajetória do trabalho até sua casa, chegava sempre tarde e muito cansada não pensava em outra coisa além de deitar em sua cama e dormir envolta em seus lençóis coloridos.
Marcela era jovem e bonita, com seus cabelos curtos vermelhos como o fogo e sua pele alva como a neve, simpática, com seus inseparáveis brincos de lua e seus pequeninos olhos pretos, era graciosa.
Em seu coração ainda doía as lembranças de um amor fracassado. Embora houvesse feito o possível para esquecer seu ex namorado, o passado lhe perseguia. Ainda o amava e tinha fotos dele em seu quarto, na mesinha de cabeceira, onde todas as noites antes de apagar a luz do abajur, olhava as fotos, melancólica e com saudades.

Aos sábados era sua folga e ela dormia o dia inteiro, à noite se arrumava e saia para dar uma volta na cidade, tomava sorvete de chocolate, seu preferido, e parava na padaria onde comprava queijos e pães para o jantar.

Fazia longas caminhadas, olhando as vitrines das lojas observando o vai-e-vem das pessoas apressadas, e vez ou outra olhava para o céu a procura da lua que teimava em esconder-se. Ela gostava de admirar as belezas das noites e o céu era um bálsamo para suas lembranças tristes.

Por mais que evitasse, o pensamento lhe transportava àquela noite triste, quando dentro do cinema, entre pipocas e filme, sem que esperasse, ele que era tão bonito, a fitou seriamente dizendo que não a amava mais.

Mesmo não entendendo o que havia acontecido de errado entre os dois, ela sabia que precisava dar um tempo para ele, pensando talvez, que pudesse ser uma fase de insegurança. Tinha esperanças que ele sentisse saudades e a procurasse arrependido. Mas isso não aconteceu, e ele desapareceu sem mais explicações, foi inútil procurá-lo.
Um vento frio fez estremecer os lábios dela, fazendo-a retornar ao presente, ela olhou a sua volta confusa, se fazia tarde e as lojas da cidade começavam a fechar e pouco a pouco as luzes das vitrines se apagavam.
Marcela decidiu retornar a casa com seus pães e queijos nos braços, as lágrimas caiam em seu rosto gelado pelo vento e enquanto caminhava absorta em seus pensamentos, os manequins das vitrines sorriam de sua tristeza.




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