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Ensaio
 
Saudade do mar
Por: Marlene A. Torrigo

Matei enfim a grande saudade que eu sentia do mar! Desde julho de 2015 que não o via. Fui com a minha família Babel, onde cada um fala uma língua diferente e eu tenho que interpretar e compreender todas. E me preocupar, muito, com meu gato, com meu cachorro e com minhas plantas queridas, desprezados os três por mim por cinco longos dias. E ainda expulsar a preocupação de na volta encontrar a casa devidamente depenada e terem levado todo meu ouro, todo meu tesouro, porque na minha cidade, haja assaltos residenciais!
Bem, deu tudo certo, embora, alta temporada, eu tenha gasto uma grana preta, porém, tudo valeu a pena. Desfrutar de horas tranquilas à sombra dos coqueiros é presente dos deuses para uma deusa.
Aproveitando estar hospedada próximo do Canto da Praia Grande, visitei a Fortaleza de Itaipu, encravada e escondida na Mata Atlântica, criada a partir de 1902. Do alto da mata o espetáculo costeiro é fascinante. O guia turístico contou dados históricos do local que me fascinaram. Um show para uma aficionada em história como eu.
Que saudade que eu senti do mar! Do fragoroso vai e vem das suas ondas, do seu povo alegre, dos seus turistas fascinados. Que sensação maravilhosa fazer caminhada no calçadão da praia! Que dádiva andar descalça beira ao mar! Chutar água, chutar pensamentos ruins, chutar a rotina entediante...
Aprendi com mamãe a amar o mar. Ela que veio de Natal, RGN, terra de mar cristalino e dunas fantásticas, atrás do marido, meu futuro pai que veio na frente para São Paulo (reencontrou-o com outras, mulherengo como era), ensinou-me a amar e respeitar os deuses do mar.
Sim, uma premonição muito boa me diz que mui breve eu voltarei a morar em alguma região litorânea. Sim, já morei bem próximo do mar por poucos anos, mas certamente que retornarei. Por enquanto, senhora Marlene, de volta à rotina, ao batente e ao sonho carioca. Saiba que assim como as ondas bravias rebentam na praia, o sangue que singra nas veias forceja a nossa garra de viver, de continuar a crer na vida, de suportar com dignidade as tensões, frustrações e desencantos do dia a dia.


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