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Ensaio
 
NASCI LOUCO
Por: Luiz Gonzaga Bezerra

Ó meu Deus, tem dias que estou disperso de mim mesmo, tem dias que olho o mundo sem compreender o que faço entre seres tão perversos com seus próprios irmãos de carne e osso; lamento, até choro quando sinto que o amor pregado por Jesus Cristo nunca se polarizou como foi previsto em sua humildade. Vejo-me amando como louco e na loucura do meu amor, a força das grandes guerras invadindo meu mundo de sonhos e poesias escritas nos sentimentos da vida pincelada de esperança.
Na trincheira do tempo olho as nuvens escuras espalhadas no firmamento, nelas, posso ler e reler, as frases mensuradas por aqueles que desesperados se lançam nos abismos da vida, sem medir o peso das suas ações, sendo tragadas pela violência dos canhões, baterias antiaéreas, ou pela ganância da violência.
Leio a frase primeira que surge no azul apenso entre estrelas, que diz: O mundo não tem fim, nem a humanidade tem senso de igualdade, isso, pareceu-me uma frase copiada dos livros da vida, mas de extrema sabedoria para nós os vivos que caminhamos em todas as direções.
Sou louco, sou amante do nada, sou louco e na loucura, ouso aponta a minha arma em direção à multidão de loucos, que permeiam o cume da montanha da ilusão de que somos os mais perigosos habitantes de um planeta, que ousa a se caracterizam como o único a ter o poder de ouvir, falar, pensar, criar e destruir as fontes naturais deixadas pelo maior homem, que foi capaz de semear as sementes invisíveis do amor; Mas isso, não é nada diante do nada que somos em um corpo de carne, que por si mesmo desabrocha e murcha no tique taque do relógio da vida.
Estou no mundo; faço parte do perfeito ou imperfeito, você também é parceiro desse mundo sem formato definido, que fala, suspira, grita palavras de ordem que não entendemos, suspenso em colunas imaginarias, cheio de pontinhos espalhados em todas as direções, indicando caminhos desconhecidos, cortados por águas mágicas, ladeados por territórios estanhos, nações de diversas culturas, religiões impares, coroadas de regras, apenas entendidas por suas multidões de véus em punhos, clamando por um Deus solitário em seus pensamentos, sem permitir que outras nações conheça o Deus que é único, mas que se faz em milhares de pedacinhos para atender o glamour do egoísmo existente em cada coração.
Estamos na trincheira, prontos para abater nossos inimigos de faces iguais a nossa, visionários da soberba existente no ser humano, vejo o amor que tanto curou as feridas deixadas pelas gerações que já passaram, hoje, se materializa no desejo de felicidade ou no poder que emana da mente do homem que se acha superior aos desígnios de Deus, que do alto fecha os olhos para a imoralidade que cresce entre seus milhões de filhos ocupando cada pedaço de terra do globo terrestre.
Sou louco, na loucura vivo, nela, envelheço, deixo a juventude de lado, ouso negar a imaturidade dos meus pesares, mas fortaleço-me na maturidade do tempo que amarra as minhas mãos nas correntes da responsabilidade, nas batalhas que não participei para mudar o mundo, nas que perdi por falta de experiência ou nas que ainda virão enquanto respiro o ar da vida.
Hoje escrevo essa loucura em palavras que advêm da alma, que pululam do coração da mente, passando por um processo de sentimentos que certamente, estão pintados com os nomes de todos aqueles que são partes de minha natureza ou filhos do meu sangue e/ou seres que conheceram a minha palavra escrita com o louvor dos anjos; senhores da minha guarda real, amigos de minha existência, guiando-me por estradas, onde deixei escrito que nasci louco, cresci louco, vivi louco e vou morrer sendo amante e poeta de uma poesia que se chama “vida e Esperança”...

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