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Ensaio
 
Platão: O mito da caverna
Por: Marlene A. Torrigo

O Mito da Caverna foi escrito por Platão — nascido em Atenas, filósofo e matemático do período clássico da Grécia, discípulo de Sócrates e Mestre de Aristóteles, cuja doutrina exerceu enorme influência em toda a filosofia ocidental. Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade. É uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da IGNORÂNCIA, isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo, e a explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático, organizado, e busca as respostas não no acaso, mas na causalidade.

"Imaginem uma caverna — separada do mundo externo por um muro bem alto — com uma pequena fresta por onde passa um feixe de luz exterior. Ali, desde a infância, seres humanos estão aprisionados tendo as pernas e o pescoço acorrentados, de modo que não podem mover-se, e apenas veem o que está à sua frente, uma vez que as correntes os impedem de virar a cabeça.
Acima e por trás deles, um fogo arde a certa distância, entre o fogo e os prisioneiros, a uma altura mais elevada. Incapazes de virar a cabeça, veem somente as sombras projetadas na parede pelo fogo. Nada conhecendo além disso, sem nunca terem visto o mundo exterior nem a luz do sol, mas, apenas as sombras de seres humanos carregando objetos de várias formas, tomam essas sombras por realidade.
Supondo que um deles decida abandonar essa condição quebrando as algemas. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala com dificuldades, não só pela dor causada pela imobilidade, como também pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz externa, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela.
Porém, aos poucos, acostuma-se com a claridade e descobre que existe outro mundo, totalmente oposto ao do subterrâneo; percebe as pessoas e objetos reais, que só conhecia em forma de sombras , e descobre que durante toda a sua vida, não vira senão sombras de imagens e fica fascinado com essa nova realidade, passando a lamentar sua antiga ignorância.
Libertado e agora conhecedor do mundo, regressa ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu, convencê-los a sair das trevas e trazê-los à luz da razão...Porém seus companheiros o rechaçam, zombam dele, o golpeiam e lhe dizem que sua ida ao mundo exterior havia interferido em sua percepção de realidade e, por isso, não só não arriscariam seguir seus passos, como também estariam dispostos a quitar-lhe a vida caso não conseguissem silenciá-lo e/ou insistisse para que eles saíssem da caverna."

Pode-se dizer que O Mito da Caverna é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade. Para o filósofo, todos nós estamos condenados a ver sombras à nossa frente e tomá-las como verdadeiras. Assim, como no Mito, podemos dizer que estamos presos a cavernas, apenas observamos as sombras que nos chegam de fora, e não ousamos, deste modo, sair das cavernas para confrontar ou compreender o que de fato ocorre do lado de fora. Assim, tomamos aquilo que vemos como certo e verdadeiro, iludindo-nos com a realidade que criamos e, esta passa a nos aprisionar e a impedir que compreendamos o que de fato ocorre do lado de fora da caverna. Essa poderosa crítica à condição dos homens, escrita há quase 2500 anos atrás, tem sido abordada, durante a história, por muitos filósofos e autores, como Calderón de la Barca — A vida é um sonho; Aldous Huxley — Admirável Mundo Novo; Irmãos Wachowski — o filme Matrix; Michael Bay — A Ilha; José Saramago — A Caverna e até Maurício de Souza, em seus quadrinhos, fez uma analogia ao tema de Platão, mostrando-nos que mesmo com o passar dos séculos, o ser humano continua condicionado a uma vida determinada pelo ambiente à sua volta. Podemos citar como exemplo os meios de comunicação, tais como a televisão, o computador e o celular que passam a ser os grandes MANIPULADORES DA MENTE HUMANA, induzindo o ser humano a levar uma vida de acordo com os conceitos e regras ali apresentados.

(Fonte: Livros Para Ler e Reler)

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