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Abismo de vaidades
Por: Morena

Neurocirurgião, o Dr. Valter Calixto refere-se, pejorativamente, aos seus pacientes com problemas neurológicos como retardados, mongóis, imbecis. Ele grita com seus subalternos e sempre alguém da equipe de enfermagem se vê às voltas com sua truculência bestial. Sabe-se do caso de uma enfermeira ter saído chorando de um Centro Cirúrgico, agredida pelos berros do médico-monstro que se julga um deus. Mal-humorado e estúpido, assim é o médico almofadinha. Humilde, ele não a trouxe de berço, nem a aprendeu com pais e mestres.
De compleição atarracada, cinquentão, não passa despercebido que odeia a humanidade. Sua imponência é tanta que até os deuses celestiais reverenciam à sua passagem. Quaisquer adjetivos lisonjeiros não há de se os encontrar nele. Trata-se de um demente, um aloprado. Sua pose majestosa e olhares de superioridade deixam claro que odeia as gentes do povo. Por onde passa seu olhar vocifera: "Você sabe quem eu sou?”
E que ninguém ouse se aproximar demasiado dele, nem lho encoste. Nem mesmo seus colegas médicos são bem recebidos por vossa majestade. Rei que é rei não tira a coroa nem pra dormir, mantendo-se anos-luz da plebe. É esse homem um abismo de vaidades, daquelas vaidades que se referia Salomão, vaidades capazes de transformar um homem num monstro imoral, num deus profano e maquiavélico, que no confronto sísmico com realidade nua e crua da vida, deambula em estado delirante, similar às pobres almas que se vê obrigado a tratar.
Certamente, em seus tempos de estudante de medicina, ele sonhara em ser médico de ricos, de celebridades, mas ao ver-se confrontado com a realidade de ter que prestar serviços as gentes do povo, de ver-se obrigado a encarar a miséria humana em todas as suas nuances, revoltou-se sobremodo. Agora, tomado de intolerância e repugnância pelos seus pacientes, ele deambula como um deus entre eles, porque sabe que medo, ignorância e confusão mental são a tônica da miserabilidade das raças inferiores. Ele é um deus e reina absoluto. Não entre ricos e poderosos. É um deus absoluto em meio às dores, angustias e sofrimentos de espíritos conturbados, deformados pela triste sobrevivência dos dias amargos e infelizes. Precisam dele porque temem a morte apesar da vida tão sofrida. Humilham-se. Diante da humildade dessas pobres almas conflituosas o aplomb do neurocirurgião cresce, ascende, agiganta-se. Dói vê-lo atuando dessa forma. Que pena uma pessoa estudar tanto para se tornar um abismo de vaidades. Que pena!

Nota:
Os termos, retardado, mongol, imbecil, idiota, cretino, eram termos médicos antigos, hoje em desuso. Para abolir o estigma que tais termos criaram, eles foram substituídos por deficiência mental ou intelectual.

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