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NÉLIO CARDOSO DE MEDEIROS
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No outono de 236 A.C.
Por: NÉLIO CARDOSO DE MEDEIROS




Tradicionais famílias saudavam o Imperador Publius Aurelius Licinius Valerianus pela estupenda vitória sobre os favelados. A decadência moral diminuía aos poucos e a moralidade aumentava naqueles tempos. Enquanto desfilavam, Quintus XXIV e Flavius Sabrius Boloiudus que faziam parte da comitiva, trocavam confidências. Flavius cochichava ao amigo: - Não dou muito tempo para o império se desmoronar. Teremos uma democracia com republicanos, democratas e um partido moderador. Lembra-se de Opilius? - Lembro-me. Um macumbeiro tetra avô de santo que detesta a poluição sonora causada por inúmeras carroças e bigas barulhentas. Você conhece a filha dele? - A “donzela inacessível? Impenetrável? Lindíssima. Parece uma deusa saída do Monte Olimpo. Mistério dos deuses. – Se ela parece uma deusa, não sei. Nunca vi nenhuma delas passeando pelas ruas do Império Valerianus. Se as deusas forem assim, irei voando para encontrá-las em qualquer parte do mundo conhecido e desconhecido. Sabe você que Opilius vaticinou a destruição do império? - Esteve com ele? - Com a filha dele. A ex-donzela inacessível, impenetrável! - A insepaquóvel Vênus de Milho Transgênico? Impossível. Ela não sai da caverna onde mora com um filósofo a procurar um homem com uma lanterna elétrica. Funciona com baterias solares. Ele vive pelado usando uma barrica para andar pela Praça das Lésbicas. – A ex-donzela impenetrável saiu para conversar comigo. O tal filósofo foi discursar para cães e pássaros canoros. Então você se aproveitou da inocência dela e a atacou covardemente. - Não cheguei a tanto. Mulher está sobrando mais do que tomate estragado em supermercados. Conversamos sobre a previsão do tempo, lançamentos de naves interplanetárias e sobre as infalíveis previsões do Oráculo. - Informou se acabarão com a imunidade parlamentar e reeleições em todos os níveis? - Eles não são bobos. Isso será assim até a vida ficar extinta em nosso planeta. Mentecapto é quem repete os mesmos políticos. Aqui em Neápolis político bom é político no além-túmulo. Saiba que Opilius afirmou ter visto objetos voadores não identificados sobrevoando nosso império.
- Também vi. Desconfio que venham da Constelação de Órion. Fica pertinho. O imperador mencionou em sua magna-carta que observou um estranho objeto voador pairando placidamente sobre um campo de batalha e as lanças se derreteram nas mãos dos soldados.
- Então Opílius acertou? Não é macumba?
- Pode ser. Ninguém pode duvidar de nada nesse século.
- Ainda estamos no século 236 A.C. e as águas vão "rolarem" por muito tempo, até serem totalmente poluídas. - Poderíamos estar vivos no século 236.000 D.C.
-Segundo Opílius, ainda inventarão a vacina da juventude e da vida eterna. A vacinação será obrigatória.
- Catastrófico! Seria um tisunâmi! Imagine se vivermos dois mil trezentos e trinta seis anos pagando dívidas, enfrentando a falta de bigas, desvalorização do sestércio, inflação incontrolável, deputados e senadores furtando à piacere e ficando impunes. Ninguém suportará ruídos ensurdecedores por muito tempo e pedirão de joelhos para inventarem um antídoto para acabar com esse amaldiçoado elixir.
O barulhento ruído de um despertador eletrônico acoplado ao telefone, ao computador, ao televisor, e ao vaso sanitário localizado em um local escuro e abandonado, parecendo-se com uma cafua, não conseguiu acordar Exupério, que deveria estar no trabalho de coleta do lixo às sete horas, nem Dona Trinácria, sua cara-metade. Acordaram às dez horas com um carro de som poluindo seus sensíveis tímpanos. Uma tonitruante voz anunciava: - Neste outono vista-se melhor comprando suas roupas em Nuaruques Modas, nem Publius Aurelius Licinius Valerianus vestia-se tão bem. Preços convidativos, além da imaginação dos seus sonhos de consumo! Venha comprar, compre, compre, compre...
A potência da máquina infernal era tão intensa que Dona Trinácria e Exupério desmaiaram e foram internados com lesões internas gravíssimas em um hospital da saúde pública. Faleceram por falta de medicamentos, de médicos, de enfermeiras, de energia elétrica, de água, e da falta de vergonha dos nossos governantes.

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