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Resenha
 
Inesquecível Brigitte Bardot
Por: Marlene A. Torrigo

"Ela anda com os pés descalços, ela vira as costas aos vestidos elegantes, joias, perfumes, maquiagem, a todos esses artifícios (...) Ela faz o que lhe agrada e é isso que é perturbador". (Simone de Beauvoir)

Infernalmente bela, Brigitte Bardot, atriz francesa e ativista, causava furor por onde andava. Foi certamente uma das mulheres mais desejadas e invejadas do mundo da sétima arte. Mesmo atuando em filmes secundários, sua beleza estonteante a colocou no topo das atrizes mais cotadas dos anos 50 a 60.
A atuação no filme E Deus Criou a Mulher, do cineasta Roger Vadim, seu marido, tornou-na um mito mundial.
Sensualíssima, dançando mambo com uma saia longa que se abria até a cintura, tal cena em E Deus Criou a Mulher, escandalizou a ainda sociedade conservadora. O filme provocou tanto tumulto que foi proibido em muitos lugares, alavancando a atriz ao topo de uma fama inigualável.
Entretanto, Brigitte Bardot não era feliz. Culpava sua beleza estonteante por sua tristeza infinita. Sua vida polêmica com namoros e casamentos fracassados, tentativas de suicídio, um filho indesejado, tudo concorreu para que se tornasse uma mulher amargurada.
Assim, com menos de 40 anos, presumidamente sofrendo da Síndrome de Burnout - síndrome do esgotamento profissional - ela abandonou o cinema para sempre, tornando-se ferrenha ativista dos direitos animais.
Brigitte Bardot, a rebelde, certa vez disse algo assim: "Se é jovem e bonito, mas à medida que os anos passam o que vemos são as carnes apodrecendo sobre ossos."
À medida que seguiu envelhecendo, ela preferiu abrir mão de artifícios estéticos para continuar bonita. Hoje vemos fotos de uma senhora de rosto enrugadíssimo e cabelos desgrenhados. Ao envelhecer Brigitte adotou um coque elegante, mas atualmente apresenta-se publicamente despenteada, dizendo que não sente mais vontade de arrumar os cabelos.
Há alguns anos eu assisti um documentário com ela, em que, afligida por doenças reumáticas, locomovia-se dolorosamente com o uso de duas bengalas.
O contraste entre a atriz jovem e belíssima do passado e a ativista de hoje é mesmo chocante, mas respeitemos as decisões que ela tomou pela vida, a fim de fugir da fama que a angustiava. Brigitte sabia do que precisava para ter momentos de paz e felicidade.

Quando esteve no Brasil pela primeira vez, com destino ao Rio de Janeiro, entre inicio de janeiro e abril de 64, Brigitte Bardot, pretendendo fugir dos paparazzi, refugiou-se em Búzios. Foi como detonar uma bomba. Seguindo num rastro de pólvora o desconhecido vilarejo de caiçaras ganhou fama mundial. Após isso, estrangeiros invadiram Búzios, elevando o balneário à posição de um dos melhores pontos turísticos do Brasil, aquecendo o desenvolvimento econômico, cultural e arquitetura. Quando Brigitte retornou quase oito meses depois, não gostou das mudanças que aconteceram na vila após a sua primeira passagem por ali. Em Búzios a atriz foi homenageada com a Orla Brigite e direito à sua famosa escultura.

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