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João Márcio F. Cruz
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Ensaio
 
MAMOGRAFIA CAUSA CÂNCER
Por: João Márcio F. Cruz

MAMOGRAFIA CAUSA CÂNCER - MALEFÍCIOS E INUTILIDADES DO EXAME

Uma discussão acirrada sobre os malefícios da mamografia veio á tona depois de uma pesquisa de 20 anos da comunidade médica Suiça onde eles descobriram que a TAXA DE MORTALIDADE das mulheres com câncer mama AUMENTOU.

A conclusão que eles fizeram, assombrou o mundo acadêmico e trouxe á tona os danos a saúde da mulher de um exame que deveria detectar e prevenir.

Segundo o relatório final, eles aconselharam ao sistema de saúde a "abolir" a mamografia !!!
Vários profissionais, num trabalho pioneiro, corajoso e sensato, estão divulgando os dados provando que os benefícios da mamografia são bem menores do que seus malefícios.

Segundo a Dra. Lucy Kerr:

Concluímos aqui nossas explicações sobre os perigos da mamografia e sua incapacidade reduzir a mortalidade pelo câncer de mama segundo dados científicos disponíveis em várias fontes, inclusive o site do INC-USA (Instituto Nacional do Câncer – EUA) atualizado em 5 abril de 2013 e que vertemos para linguajar menos técnico. Anexo ao final as fontes bibliográficas para os interessados. Repetindo:

A exposição anual à radiação propicia o surgimento do câncer mamário (denominado de câncer radiogênico). Se te disseram que esse perigo é desprezível, te enganaram. Veja abaixo a exposição esclarecedora.
A compressão demasiada do tecido mamário durante o exame contribui para que o câncer se espalhe pelo restante do corpo, caso esteja presente na ocasião do exame.
Atraso no diagnóstico do câncer que está presente, mas não é detectado pela mamografia, o que é denominado de falso-negativo.
As chances de cura reduzem quando há atraso no diagnóstico e tratamento do câncer de mama devido a uma mamografia falso-negativa (piora o prognóstico).
Um terço de todos os casos de câncer de mama surge no intervalo entre as mamografias.
Não ter, mas ser diagnosticada como tendo câncer, o que é denominado de falso-positivo.
Diagnóstico é exagerado e o tratamento excessivo, um problema grave e comumente ignorado pelas mulheres.
Baixo controle de qualidade.
A mamografia não reduz a mortalidade por câncer de mama, deixando de realizar justamente o propósito pelo qual ela foi introduzida no diagnóstico médico.
É um exame superado por outros mais modernos e eficientes, particularmente a ULTRASSONOGRAFIA de alta resolução com Doppler colorido e a ELASTOGRAFIA (3 métodos em um único procedimento) e a RESSONÂNCIA MAGNÉTICA.

O RASTREAMENTO MAMOGRÁFICO DO CÂNCER DE MAMA HOJE
O rastreamento mamográfico não cumpriu suas promessas. O risco de ser diagnosticado com câncer de mama avançado, hoje, é o mesmo que antes da implantação dos rastreamentos, pois não reduziu a mortalidade por câncer de mama6,7, nem as mastectomias7, que aumentaram No entanto, o risco de ser diagnosticado com câncer de mama aumentou 50% na população rastreada devido ao excesso de diagnósticos12, com graves consequências para quem o vivencia. Um em cada 5 cânceres detectados foram diagnósticos excessivos (106/484 = 21,9 %) e receberam tratamentos exagerados, casos que não se tornariam clinicamente aparente 1. As mulheres foram rotuladas como tendo câncer quando diagnosticado o CDIS e não eram portadores da moléstia, o que aumentou 35% as mastectomias e outras cirurgias desnecessárias, além de outros procedimentos como a RT e a QT desnecessária.
Um estudo recente de fevereiro de 2014 de Min Sun Bae 90 demonstrou que mamografia não conseguiu detectar 272 (81%) de 335 casos CA mama corretamente diagnosticados pela US, nem quando 4 radiologistas faziam a revisão posterior das imagens, cuja principal causa é a mama densa, mas também quando o Câncer estava situado nas margens mama, quando manifestava-se de forma pouco óbvia (sem microcalcificações ou sutilmente) e ainda por erros de interpretação (mal interpretados como benignos).
Ou seja, a mamografia não detecta 81% CA detectado pelo US, não faz diagnóstico precoce desses casos, diagnostica como câncer o que não é câncer (CDIS), gerando stress, exames e cirurgias desnecessárias, não reduz a mortalidade e é cancerígena. Pode-se concluir que a mulher não estará protegida do CA mama se submeter-se à mamografia. Triagem para câncer de mama acabou por ser muito complexa e difícil de justificar. O Conselho Médico Suíço fez sua recomendação de abolir o rastreamento do câncer de mama pela mamografia devido não haver evidências científicas que comprovem seu benefício. O CNS chegou a essa conclusão ao verificar que o rastreamento mamográfico não produz benefícios claros, embora os prejuízos estejam mais que evidentes, de acordo com o editorial

COMO SE EXPLICA A SOBREVIDA DA MAMOGRAFIA?
Existe mais do que uma explicação, mas um grande fundamento é o econômico. A indústria rastreamento do câncer de mama movimenta 3 – 4 bilhões de dólares ao ano nos EUA, segundo economista NCI-USA. Desde 2002 INH sabe da ineficácia mamografia. Um painel independente de especialistas médicos do INH concluíram que não havia suficiente evidência que RX mama reduzia a mortalidade pelo CA mama. Dr. Donald Berry, um dos especialistas presentes no simpósio, disse estar consciente da enorme dificuldade de questionar a enorme indústria de mamografia por que os “programas de screening trazem pacientes”, significando que as mulheres têm que periodicamente comparecer ao hospital ou clínica para realizar a mamografia e vários outros exames decorrentes dos achados mamográficos e todo isso custa muito dinheiro. 98
Em 2002 houve início reação do consumidor quando o US Center for Medical Consumer questionou o porquê do aumento das mastectomia nas pacientes rastreadas nunca foi mencionado nas séries que defendiam mamografia e, pela primeira vez, advertiu seus leitores que o rastreamento mamográfico é uma indústria particularmente lucrativa, com consumidores fiéis, o que explica por que luta com unhas e dentes contra os pesquisadores que encontram evidências desfavoráveis ao método.99

A American Cancer Society gastou 20 milhões de dólares promovendo mamografia em 2002, para trazer ainda mais mulheres para a campanha do rastreamento do câncer de mama.16


O interesse econômico uniu os radiologistas em uma grande batalha contra os pesquisadores neutros isentos de conflitos de interesses, que pararam a ser demonizados quando relatavam os estudos demonstrando a ineficácia da mamografia e vários deles realizaram trabalhos que tentavam demolir a credibilidade dos autores que publicaram os trabalhos científicos contradizendo os achados dos radiologistas dizendo que haviam sido realizado com erros terríveis embora nunca especificados. Cada publicação dessa era demolida pelos pesquisadores da Isso é relatado com detalhes pelo doutor Peter Gøtzsche no livro da sua autoria Mammography Screening: Truth, Lies and Controversy. 16

O chefe do grupo dos radiologistase era doutor Lásló Tabár que comandava a gangue, Dr. László Tabár * – o responsável pelo estudo Sueco denominado Two-County, com quase 100,000 mulheres iniciado em 1980, que nunca havia realizado uma série controlada multipopulacional antes, a qual concluiu a partir de 1985 que a mamografia reduzia de 30 a 35% a mortalidade por câncer de mama, e era referendado em todas suas afirmações por um grupo de radiologistas, todos com óbvios conflitos de interesses em relação ao rastreamento mamográfico, a saber: Peter Dean *, Stephen Duffy *, Robert Smith *, Lennart Nyströn *, Daniel Kopans ** e Elsebeth Lynge***, entre outros.


O doutor Peter Gøtzsch analisou criticamente às 8 séries de rastreamento mamográfico do câncer de mama, com n = ± 500.000 mulheres, nas quais constatou erros grosseiros em 6 das 8 séries, entre as quais se incluía o estudo Two-County, nas quais constatou que randomizaram errado, excluíram casos pós randomização, mascararam resultados estatísticos e os graves erros cometidos invalidavam os resultados relatados. Esse estudo foi publicado LANCET em 2000 com o título. “Is screening for breast cancer with mammography justifiable?” e desde então o Dr. László Tabár e os outros membros da gangue passaram a acusar doutor Peter Gøtzsche de ter cometido inúmeros erros de cálculo nas análise das séries rastreamento mamográfico. Mas acusam só com palavras ou dados irrelevantes observacionais, nunca provaram erros alegados nas análises de Gøtszche.
E é importante saber quem é Dr. Peter C Gøtzche, médico expert matemático e estatístico, cuja tese doutorado versou sobre questões estatísticas em metanálise, é Professor de Projetos de Pesquisa Clínica e Diretor de Análise da The Nordic Cochrane Centre – Médico chefe, é Co-autor Guidelines for Good Reporting of Randomised Trials que principais periódicos científicos referem nas instruções para autores (CONSORT), é Co-autor Guidelines para estudos observacionais (STROBE) e revisões sistemática (PRISMA), está elaborando protocolos para séries (SPIRIT) e protocolos para revisões sistemáticas (PRISMAP).


Dr. Gøtzche é o grande responsável pela demonstração estatística e matemática de cada um dos erros cometidos pelos pesquisadores responsáveis pelas séries rastreio RX que demonstravam redução mortalidade do câncer de mama, entre elas a principal, o estudo Two-County. Sobre esta série, que relatou redução de 31% da mortalidade do câmcer de mama em 1985 foi considerada um resultado muito exagerado para um estudo realizado com apenas uma incidência radigráfica em mulheres com mais de 50 anos a cada 33 meses. Surpreendentemente 750 mulheres “desapareceram” da série após publicação 1989. Dr. Zahl e Dr. Gøtzche, quando comparam os dados da série com estatísticas oficiais Suécia acharam 235 dos casos “sumidos” de 1985, sendo 192 casos de câncer de mama (43 óbitos). Quando adicionado os 235 casos “sumidos” da série desapareceu a vantagem do grupo rastreado e a mortalidade por câncer de mama não se reduzia na série Two-County. O resultado foi da série obviamente havia sido fraudado.100

E é importante saber quem é Dr. László Tabár, que foi o principal responsável por voluntariamente ter falsificado os dados da série Sueca Two-County, adquiriu uma companhia – Mamographic Education Inc – Arizona, EUA em 1980, 5 anos antes de publicar resultados série sueca Two-County. E a partir de 1985 quando publicou os primeiros resultados da série iniciou ensino da mamografia para médicos radiologistas americanos e sua declaração de imposto de renda deu um salto quantitativo, revelando renda anual mais de 9 milhões de dólares, totalmente incompatível com o salário de um pesquisador dinamarquês.


E mesmo assim Lásló Tabár nunca declarou conflito de interesse, mesmo quando alegava no Lancet que mamografia reduzia de 40 a 50% a mortalidade por câncer de mama, em um estudo propositalmente confuso e com dados estadísticos totalmente errados.16
As barbaridades cometidas pela gangue defensora mamografia, publicaram 6 artigos (Duffy, Tabár e Smith) onde relatam redução de 40-63% mortalidade do câncer de mama entre 2002 e 2006 onde cometem erros além da imaginação e denunciados pelo Dr. Peter Gøtzche: viés do intervalo de tempo, viés da duração experimento, exclusão da metade das mortes que ocorreram no estudo Two-County e só incluir a mortalidade do câncer de mama que diagnosticaram, o que naturalmente favorece a mamografia (desconsidera todos os casos que a mamografia errou ao não detectou o câncer) colocando no numerador o total de morte por câncer (correto) e no denominador o total do câncer diagnosticado, que é incorreto (cadê os FNs?), alem de incluir os casos de CDIS (câncer negativo vira positivo). O CDIS não é câncer, tem excelente prognóstico e melhora casuística dos senhores da gangue.

Desde que Dr. Gøtzche publicou seu primeiro estudo demonstrando os erros da séries que alegavam os benefícios da mamografia, surgiram inúmeros trabalhos publicados pela gangue dos radiologistas ao longo dos últimos 14 e desmontados um a um pelo Dr. Peter Gøtzche anos com o auxilio de vários pesquisadores neutros e sem conflitos de interesse estava criada a confusão: os cientistas e o público em geral não sabiam mais o que pensar. Afinal, a mamografia cumprira ou não a promessa de reduzir a mortalidade pelo câncer de mama e as mastectomias?
Em janeiro de 2013 o governo Suíço encomendou uma missão ao Conselho Médico Suíço (CMS) para analisar todos os estudos sobre o rastreamento mamográfico e concluir se o exame tinha ou não o beneficio alegado e emitir seu parecer para o governo e as prestadoras de serviços de saúde.

E foi assim que, em fevereiro de 2014 o CMS concluiu que a mamografia deveria ser abolida, pois não havia nenhuma evidencia que comprovasse seu beneficios e havia comprovação de inúmeros malefícios, o principal deles o aumento das mastectomias pelo diagnóstico do câncer que não é câncer CDIS. Esse é um dos maiores fiascos e fraudes científicas de todos os tempos na área da saúde, que afetou, afeta e continuará afetando a saúde das mulheres por muitos anos até que consigamos vencer a imensa barreira dos interesses econômicos que manipulam a verdade a seu favor.

A decisão CMS valida todas as publicações Dr. Peter Gøtzsche contra a mamografia e a favor das mulheres, ao mesmo tempo que é uma condenação implícita à quadrilhas dos cientistas inescrupulosos, que propositalmente adulteraram dados científicos visando benefícios pessoais. Nunca houve prova dos benefícios da Mamografia e eles sabiam. Perseguiram e atormentaram quem os colocou a descoberto. Negaram e revidaram com ataques raivosos sem se preocupar em comprovar o erro das denúncias. Tudo em prol dos benefícios econômicos, raciocinando com o bolso, ou pela notoriedade e ascensão política que as campanhas em prol da mamografia resultavam.
Recentemente tive oportunidade de assistir a uma entrevista de um dos conselheiros do CMS, na qual relatava ter constatado grande resistência dos médicos em aceitarem esta nova conduta em relação ao rastreamento ao câncer de mama e chegaram a conclusão que seria melhor esclarecer o problema direitamente às mulheres, que se mostraram mais receptivas a modificar a postura convencional quanto ao rastreamento do câncer de mama.

A decisão do CMS tem muito a ver com a atuação brilhante do Dr. Peter Gøtzsche contra ineficácia e malefícios rastreamento mamográfico e decididamente a favor das mulheres
Se Dr. Peter Gøtzsche não existisse, precisaríamos inventá-lo.

Ele acredita que vai levar algum tempo para as limitações e riscos do rastreamento mamográfico ser reconhecida e incorporada pelas mulheres e decidirem com conhecimento de causa – fundamentadas
Quando isso acontecer, será em grande parte devido ao rigor científico, intelectual e determinação de Peter Gøtzsche, que recomenda às mulheres evitarem fazer o rastreamento mamográfico, que é a forma mais eficaz de diminuir o risco das mulheres de terem câncer de mama segundo ele.

Tanto esforço investindo na mamografia! E nesse interem não se investigou a habilidade de outros métodos para substituí-la. O rastreamento do câncer de mama atualmente está sendo direcionado para maior incidência (acima de 50 anos) e é de pouco valor, pois embora seja o grupo de maior incidência, não é o de maior mortalidade, que é o câncer genético da jovem, que a mamografia não detecta. Para ser efetivo e atingir esse grupo o rastreamento do câncer de mama deve iniciar-se a partir de 25 anos e semestral, se mama jovem e densa e houver fator genético; não pode ter efeito biológico, pois irá cobrir longo período. Atualmente só a US preenche todos esses requisitos. E o exame tríplice é ideal – mas é demorado e a mamografia é mais rentável, já tendo sua infra estrutura montada.

A Dra. Lucy Kerr considera perigoso o desconhecimento das mulheres das sérias divergências que atualmente existem entre os médicos que são a favor e contra a mamografia, conforme foi amplamente comentado previamente. Não podemos esconder as divergências ao invés de permitir que a mulher tome sua decisão de forma racional e ciente dos riscos e malefícios da mamografia.

O especialista em saúde pública João Márcio F. Cruz afirma o seguinte:
- mamografia é um crime contra as mulheres. Desde falsos positivos até falsos negativos, é um exame de detecção medieval, que muitos confundem com exame de prevenção. Existem outros exames que cumprem a mesma função como Elastografia, Ultrassonografia, Tomografia por emissão de posítron e Termografia, sem os efeitos nocivos que a mamografia traz. Em 1938, se alguém dissesse que cigarro faz mal a saúde, tentariam cancelar o registro de médico porque na época, nos livros de ginecologia, três cigarros por gestante era recomendação padrão. Décadas depois, descobriram seus efeitos nocivos. Da mesma forma, em pleno século XXI, se alguém levantar-se e afirmar que mamografia causa câncer, uma indústria inteira se levantará mas o tempo mostrará que além de não prevenir nada, a mamografia ainda deixa sequelas psicologicas e fisicas nas mulheres, desnecessariamente.

O médico e nutrólogo Lair Ribeiro vai mais longe:
- no bairro que tem uma mamografia, a saúde das mulheres está correndo risco...mamografia causa câncer e já é um exame ultrapassado e arcaico.

O principal "câncer" detectado na mamografia é o Carcinoma Ductal In Situ, que leva a radioterapia, mastectomia e etc, porém, CARCINOMA DUCTAL IN SITU NÃO É CÂNCER.

Veja o que Lucy Kerr - médica e especialista em radiação humana - afima:

A mastectomia por CDIS- Carcinoma ductal in situ aumentou até em 422%1-2 devido ter-se descoberto recentemente que não é câncer inicial e nem precursor como se acreditava, e agora se sabe, após 20 anos de acompanhamento de uma grupo dessas mulheres que elas tem a mesma incidência de câncer do resto da população e é apenas um fator de risco, quando muito, mas não é câncer. O nome foi colocado erroneamente e precisaríamos mudá-lo, pois o termo carcinoma tem conotação muito ruim na mente das pessoas, traz imagens à nossa mente e que não são boas nesse caso.
Esse “câncer que não é câncer” é o principal responsável pelo aumento da detecção do “câncer bem inicial” que ocorre após se implantar o rastreamento mamográfico de rotina em todos ao países que o fizeram, o qual se manifesta por microcalcificações múltiplas e bilaterais e as mulheres acabam optando por mastectomia uni ou bilateral. Como não é câncer o resultado do tratamento é sempre muito bom na evolução dessas pacientes com carcinoma in situ. Ou seja, a mamografia aumenta a detecção do falso câncer de mama, mas não reduz a mortalidade do câncer que de fato é câncer, o qual não é detectado precocemente e surge como câncer de intervalo (entre os exames de controle), muito agressivo e fatal. O CDIS é principal causa dos diagnósticos excessivos da mamografia, sendo 29% na Europa e 33% nos EUA.

As mulheres tem o direito de saberem a verdade, mesmo que isso questione o senso comum e vá contra uma indústria que lucra com a desinformação pública.


Lucy Kerr - médica e especialista em radiação humana
Lair Ribeiro - Cardiologista e nutrólogo
João Márcio F. Cruz - Pesquisador e Especialista em Saúde Pública

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