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Sátira
 
Ora vossa excelência, com todo respeito, vá pro inferno!!!
Por: Marlene A. Torrigo

Deixando de lado as minhas convicções políticas, pondero que a realidade dos ricos e de políticos milionários é bem diferente da realidade do povão que rala o mês inteiro para ganhar pouco e ainda ser surrupiado de todos os lados por impostos. Mas esses ainda podem se considerar os mais felizes. Agora, para quem está sem emprego – são onze milhões de brasileiros desempregados – a realidade é terrível.
Há quem diga que tem muita coisa pra fazer no mercado informal. Trabalho sem carteira assinada pode até garantir o arroz e o feijão, mas, e o resto? O resto é tanto, não é mesmo? Estudo, saúde, vestuário, conforto, lazer.
Sim, evidentemente que uma pessoa desempregada, sabendo enfrentar a concorrência de milhões de desempregados desesperados, sempre poderá fazer algo para não ficar parada; catar latinhas, vasculhar lixões, pegar restos de feira, comercializar tralhas e quinquilharias... Mas será que com empreguinhos humildes assim alguém consegue dignidade humana? Conseguirá um chefe de família vencer os Golias do reino e não sentir vergonha dos filhos por não poder lhes dar além do que um prato de arroz e feijão?
Bem, senhor Temer, precisa estar desempregado para saber como são certas realidades da realidade da vida. Olhar para um lado e pro outro e não ver saída para uma existência digna, eis o grande dragão a combater para se ter o direito à sobrevivência.
Também, quem manda essas mulheres brasileiras não se espelharem na sua senhora, bela, recatada, do lar, não é mesmo? Como ela é diferente! Ó, enfim a Barbie, como primeiríssima-dama! Altiva, soberana, majestosa, bem diferente de mulheres feias e maltratadas pela vida com suas crianças sujas e ramelentas catando lixo no lixão. Oportunidades para elas existem? Catando lixo elas estão trabalhando no mercado informal, estão trabalhando para garantir o arroz e feijão, não é mesmo? Trabalhe, ordenou vossa excelência, se não trabalhar morre-se de tudo, não é mesmo?
Sabe, cidadão honrado, trabalhar, fazer qualquer coisa, não ficar parado é uma coisa, conquistar e garantir um emprego que dê dignidade à família enfrentando a pior recessão do país é outra, bem outra. Ter a certeza absoluta de um pagamento acenando no final do mês para honrar todos os compromissos também é uma coisa, não ter essa certeza...
Ah, senhor Temer, e você vem, podre de rico, e ordena, não fale em crise, trabalhe? Ora vossa excelência, com todo respeito, vá pro inferno!!!

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