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Ensaio
 
Surrealismo
Por: Marlene A. Torrigo

Lembre-se, sinto saudade muita e que para dar-me o direito de ter-me contigo eu faria sacrifícios tolos; emagreceria dez quilos, rejuvenesceria dez anos, enviar-te-ia dez cravos vermelhos, chamar-te-ia amor meu dez mil vezes, dez milhões de vezes pensaria em ti. Que pena o tempo rugir e dizer não para nós dois, dez milhões de vezes.Que pena você peregrinando no meu destino assim tão tarde, tardíssimo, ao crepúsculo do viver meu. Que frio anoitecer! Que loucura! Pelos deuses! Eu, terrível e absurdamente enamorada na minha idade? Agora fico assim, sem saber o que fazer comigo. Endoideci? Encontramo-nos fora de tempo e espaço. Não somos de forma alguma donos de nós mesmos. Escraviza-nos o surrealismo dos nossos pensamentos. Escraviza-nos a realidade de nossas vidas em separado. O tempo, com seus contratempos, fez-me fantoche do destino. A vida, grande galhofeira, diverte-se com meus pensamentos sonhadores. Agora estou assim, truã das minhas emoções. Eu não tinha porque te encontrar no meu futuro sabendo que o amor dói, a saudade atormenta, a tentação tenta e o desejo aventura-me pelos caminhos mais calientes. Ah, que almejo uma velhice serena, realizando alguns sonhos de uma vida inteira, rodeada de livros, matutando a palavra escrita, meditando, espairecendo, balouçando fleuma numa rede. Não serão quaisquer dores mais importantes do que os sonhos nos quais me sonho. Tampouco sentimentos tristes hão de deter-me. Não, não te quero passeando indolente nos meus pensamentos, brincando no meu coração, rindo-se da minha solidão. Homem nenhum sabe ler o coração de uma mulher. Quanto muito sabe maltratá-lo. É madrugada. Da janela entreaberta do meu quarto posso ver um pedacinho solitário do céu. Se há um céu solitário, há beleza na solidão. Mas tu, tu insiste em passear garboso nos meus sonhos e meu coração se enche de alegria, tola e inútil alegria. Mas sabes, sabes que existe uma dimensão na qual todas as histórias de amores perdidos tornam-se possíveis? Seu nome é eternidade, e ela é toda nossa.

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