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Resenha
 
Lygia Fagundes Telles: indicada para o Nobel de Literatura 2016
Por: Marlene A. Torrigo

Uma excelente notícia em meio à dantesca algazarra politica que grassa no Brasil; a escritora Lygia Fagundes Telles foi indicada para o prêmio Nobel de Literatura de 2016. A indicação por si já é um grande mérito. A grande escritora brasileira, agora com 90 anos, galardoada com inúmeros prêmios, entre eles o Prêmio Jabuti e o Prêmio Camões, parece-me ser a única escritora brasileira além-fronteiras ainda viva.

“Lygia Fagundes Telles, nasceu na capital paulista no dia 19 de abril de 1923, passando boa parte da sua infância no interior de São Paulo, sendo filha de pai promotor e delegado. Tomou gosto pela escrita bem cedo, visto que criou seus primeiros textos ainda na adolescência, e aos 15 anos, com auxilio do pai, publicou Porão e Sobrado. Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em 1941. Oficialmente, a sua estreia literária aconteceu em 1944, quando publicou o livro de contos Praia Viva. Seu segundo livro, O Cacto Vermelho, foi lançado em 1949. No ano seguinte, 1950, casou-se com Goffredo da Silva Telles Jr, com quem teve um único filho, sendo que veio a se separar em 1960. O primeiro romance da autora foi Ciranda de Pedra, lançado em 1954. Posteriormente publicou outros três romances: Verão no Aquário (1964), As Meninas (1973), e As Horas Nuas (1989). Em suas obras constam inúmeros romances, contos, antologias, participações em coletâneas, diversas traduções e adaptações.”
(Fonte: SeuSaber)


Segue alguns pensamentos de Lygia:

Se é difícil carregar a solidão, mais difícil ainda é carregar uma companhia.

A beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza.

Quem me detesta tanto assim para me atacar até em sonho? Quis saber e nesse instante vi minha imagem refletida no espelho.

Quero ficar só. Gosto muito das pessoas, mas às vezes tenho essa necessidade voraz de me libertar de todos.

Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não tanto por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas.

A disciplina do amor
Por que não lhe disse antes?
Apertá-lo demoradamente contra o meu peito e dizer: não disse porque pensava que tinha pela frente a eternidade. Só me resta agora esperar que aconteça outra vez, vislumbro esse encontro - mas vou reconhecê-lo? E vou me reconhecer nos farrapos da memória do meu eu? Peço que me faça um sinal e responderei ao código secreto na mente e no silêncio dos navios que se comunicam quando cruzam no mar.

Selecionei as neuroses mais comuns e que podem nos levar além da fronteira convencionada: necessidade neurótica de agradar os outros. Necessidade neurótica de poder. Necessidade neurótica de explorar os outros. Necessidade neurótica de realização pessoal. Necessidade neurótica de despertar piedade. Necessidade neurótica de perfeição e inatacabilidade. Necessidade neurótica de um parceiro que se encarregue da sua vida – ô! Deus – mas desta última necessidade só escapam mesmo os santos. E algumas feministas radicais.

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