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Em alto mar
Por: Vinicius P.

Em alto mar, nesses dias me encontro como um barco, desanexado de uma embarcação superior. Um barco que hoje sonha em tornar-se navio, apesar de parecer inviável. Nessa náutica, onde as ondas parecem cruéis demais, a julgar pela altitude que alcançam, talvez lá no alto delas até o ar seja rarefeito, talvez lá seja até mais frio, oh, ondas! Quão altas são capazes de chegar?!

E a cada sobreposição hídrica em que emaranham-se, estas ondas tornam-se cada vez mais imponentes, cada vez mais magnânimas, cada vez me devorando mais. Diabo! Elas são tão altas que pareço um ínfimo ponto! Estas reduzem-me a pouco, quase nada!

E tudo isso me soa tão bom...

Diga-me com sinceridade, existe coisa melhor neste mundo do que sentir-se pequeno?! Ah, como adoro que me humilhem. Relação completamente masoquista, até eu superá-la! Pois, afinal, de que vale um acinte deste, imposto pela Gloriosa Faceta Lokiana de Deus, se não para afoitar-me a enfrentá-lo? Há de haver maleficência para haver também bonança.

Assim, procedo a remar contra a onda. Pois deixe-me remar, vida! A onda, por insólito que se assemelhe, move-se vagarosamente num gesto agressivo, mortífero, insano, e ao mesmo tempo tranquilo, apaziguador, calmo, infértil. São sensações que só se aparentam compreensíveis quando assimilam-se à hidro, à acqua, ao mar. Só são descritíveis assim: Em alto mar.

Tarda a me devorar, grande manto de Vênus, tarda a me devorar... Quero presenciar por completo o seu possível massacre sobre minha irrisória embarcação! Oh, estridente onda, faça-me sentir todo o teu impacto! Faça me sentir toda a tua cólera marítima!

(...)

Somente para depois que retardar todo o prazer da iminente catástrofe – prender a respiração, mergulhar, remar – ressurgir do outro lado.

Mas que perdido me encontro. Mais uma batalha vencida, em demasiado êxtase gozo, embora silenciosamente. Porém, ainda perdido me encontro.

Que mais me resta a fazer senão remar? Pois remo, então.

E assim prossegue a existência, reencarnando uma vez por onda. Mal posso expectar a seguinte onda. Mal posso esperar pra viver mais aventuras... Em alto mar...

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