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Luiz Carlos Santos Lopes
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Resenha
 
O Manifesto do Partido Comunista
Por: Luiz Carlos Santos Lopes


Luiz Carlos Santos Lopes
Sugiro a quem anda em busca do saber a leitura do livro (Manifesto do Partido Comunista /Karl Marx /c Friedrich Engels; tradução de Sueli Tomazzini Barros Cassal – Porto Alegre: L&PM, POCKET 2003. 132p.), cuja obra remete à diferença entre a dialética de Hegel (1770-1841) e a de Karl Marx (1818-1883). Para aquele pensador, a dialética não é o mesmo que debate. Sim, uma forma de encontrar a verdade através de uma tese, que dá origem à ideia oposta, a antítese, chegando-se a uma síntese – que contém a verdade. Já Marx, aplicou a proposta de Hegel na história porque enxergava a luta de classes como parte de um processo dialético. Daí fez uma adaptação semântica da tríade hegeliana segundo a qual a tese era o liberalismo burguês; a antítese, a revolta proletária; e a síntese, o comunismo. Leandro Konder vai além e diz: “(...) Marx promoveu a modificação do conceito hegeliano de dialética na medida em que incrementou a união dele com uma perspectiva revolucionária, comprometida com um projeto político de transformação prática do mundo” (KONDER, Leandro. A derrota da Dialética, 2 ed. Ed. Expressão Popular, São Paulo, 2009, p.31).
Tais pensamentos estão formulados no Manifesto do Partido Comunista, cujos princípios sugerem que “(...) entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista, há o período de transformação revolucionária da primeira na segunda. A esse período corresponde também um período de transição política em que o Estado não poderá ser outra coisa que a ditadura revolucionária do proletariado.”(Id. Ibid.p.5). Não obstante a tais enunciados Marx e Engels fazem ilações premonitórias sobre o avanço vitorioso do capitalismo como revela outro trecho daquele trabalho: “(...) O capital, aliado à incipiente revolução tecnocrática, começa sua caminhada vitoriosa, frenética, insaciável, levando de roldão homens e fronteiras.” (id.ibid,p,5-6). E Florestan Fernandes observa que “(...) a verdadeira revolução cresce juntamente com a modernização e a internacionalização do capital” (Nós e o Marxismo, Fernandes Florestan. 1.ed –São Paulo: Expressão Popular, 2009. 64 p.). “A marcha da história mostrou, portanto, que também esses pensadores trilhavam o caminho das utopias. O capital migrante e avassalador e a revolução tecnocrática destronaram não só o proletariado, mas inclusive s própria ideia de trabalho, hoje um bem em vias de rarefação. No limiar do terceiro milênio, o sonho coletivista naufragou, e o resto, como observa Roger Scruton, “são ruinas da soberba moral fornecida pela ideologia, do desprezo pelas instituições democráticas e do fascínio pela violência.” (Veja, ed. 2.407, 7/01/2015), Scruton considera " O Manifesto Comunista o guia mitopoético da história moderna" (Pensadores da Nova Esquerda, São Paulo: E Realizações, 2014, 336 p.

Mas vale lembrar, juntamente com os enunciados de Marx e Engels, dos sonhos remanescentes de toda uma tradição política ocidental que acreditou nos seus propósitos. Sou um exemplo. Na adolescência fui acometido pela “doença juvenil do esquerdismo,” cedi aos apelos encantatórios do marxismo e andei, utopicamente, “em busca dos amanhãs que encantam.” Frase de abertura daquele “guia mitopoético da esquerda” (MARX, 2003, p. 5). Ainda bem que acordei em tempo. Hoje, sou democrata por definição ideológica. O que não acontece com a ala mais anacrônica da esquerda, que não se dá conta que o comunismo está morto. Que a União Soviética e a maioria dos estados e sociedades construídas segundo o seu modelo, filhos da Revolução de Outubro e 1917 que inspiraram autores como Eric Hobsbawm “desmoronaram tão completamente, deixando atrás de si um panorama de ruína moral e material, que hoje em dia deve ser evidente que desde o início essa empresa continha as sementes do seu fracasso”. (HOBSBAWM, Eric, 1917 – Tempos Interessantes: uma vida no século XX; tradução S. Duarte – São Paulo: Companhia das letras, 2002, p. 148). Outro erro comum hoje em dia é praticado pelo Partido dos Trabalhadores, que não enxerga que “( ...) A Comuna, sobretudo, provou que a classe operária não pode limitar-se a apoderar-se da máquina do Estado, nem colocá-la em movimento para atingir seus próprios objetivos” (MARX, 2003, p. 13-14).
Vale lembrar Roberto Campos, cuja imagem a esquerda queria ridicularizar usando uma deformação de palavras originadas do diminutivo em inglês do nome Robert (Bob) e de Campos (Fields) de que surgiu a chistosa alcunha “Bob Fields”, cujo termo, adulterado em sua essência, era usado como sinônimo de conservador entre os jovens de esquerda da década de 1960. O facecioso apelido tinha o propósito de confrontar as ideias de Campos pela sua posição anticomunista e ligação com o capitalismo dos Estados Unidos. Hoje, vejo quanto ele estava certo. Sobretudo quando deu o troco àqueles que o ridicularizavam com esta peça antológica da sua lavra intelectual: “é divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda. Admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo pode dar: bons cachês em moeda forte; ausência de censura; e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola” (Esquerda Caviar, p. 13). Verdade incontestável! Basta um olhar crítico sobre essa turma que se diz de esquerda para constatar a procedência de tal enunciado.
Campos vai além e continua dando o toco à esquerda festiva. Diz ele: “ideal e realidade são os dois polos extremos entre os quais se tenciona a condição humana. E a falta de algum deles é mutilante. Por acaso alguém sabe quanto Chico Buarque cobra para se apresentar? Ou alguém acredita que ele faz shows de graça? Para mim, ele gosta é de “bons cachês em moeda forte”. Mas não cabem críticas só a Chico. Existem outros, a exemplo dos “mensaleiros” e dos participantes do “Petrolão”, os quais foram condenados pela “operação lava-jato” por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro (olha o capital de novo aí, minha gente!).
Roberto Campos tinha razão, essa turma gosta mesmo é de dinheiro e de enganar os tolos que não sabem raciocinar e têm contra si o instinto de rebanho e a consciência. E Campos conclui: “ A burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor”. Alguém discorda?

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