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Luiz Carlos Santos Lopes
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Comentário do livro “A Miséria da Política”
Por: Luiz Carlos Santos Lopes

Luiz Carlos Santos Lopes

Sugiro aos meus amigos e correligionários do PC (Partido dos Coxinhas) - para usar esse epíteto cunhado pelos fanáticos petistas contra quem não aplaude as falcatruas praticadas pelo seu partido, cujo termo , adulterado em sua essência, é uma qualificação injuriosa dada a alguém que não compartilha as distorções morais praticadas pelo lulopetismo e seus vassalos: imbecilidade é o que melhor lhes cabe". Estava certo Roberto Campos quando disse: “ A burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor”.
Mas, voltemos ao que interessa. Com a leitura do livro “A Miséria da Política (2015),” de Frenando Henrique Cardoso, não tive a veleidade nem capacidade intelectual para analisar o autor. Isso o mundo já o fez ao lhe conceder 13 honrarias, entre as quais a Dr. Honoris Causa em diversas universidades conceituadas na Europa, Estados Unidos, Israel, e Brasil, distinções honoríficas destinadas personalidades importantes, sem esquecer o eleitorado brasileiro que lhe conferiu dois mandatos presidenciais, nos quais foi promovida a estabilização da economia com a implantação do “Plano real” – moeda que, pela sua robustez, possibilitou transferências de rendas para as famílias mais pobres.
Sobre o livro, posso adiantar que FHC coligiu vários artigos de sua autoria escritos entre 2010 e 2015 em vários jornais e revistas, textos que retratam o cotidiano político brasileiro nos últimos tempos, o que torna sua leitura menos cansativa e acessível a qualquer leitor, sobretudo àqueles que lhe fazem justiça ao reconhecer, além de a sua indiscutível capacidade intelectual e moral, o grande feito de colocar o país nos trilhos, sem precisar saquear os cofres públicos, tampouco arranhar a já combalida imagem da democracia brasileira. Quanto aos que insistem em se manter em estado larvar, não veem que lula colou a sua imagem nas molduras dos legados de FHC e do PSDB e acham que todo o mérito é do lulopetismo.Com esse tipo de eleitor não adianta discutir.
Valiosas lições podem ser tiradas daquela obra. Uma delas é a constatação que o capitalismo global e o poder das grandes corporações tomaram conta do mundo, determinando o discurso e o raio de ação de qualquer governante – seja ele quem for. Outra é que a atividade política é dinâmica e está sempre aberta a novas transformações, como percebeu FHC, ainda que contrariando setores mais fanáticos da esquerda que, por desacreditarem na sua capacidade de resolver os problemas brasileiros, lhe fizeram ferrenha oposição capitaneados pelo “Lulopetismo”. Até quando ele começou a promover as mudanças prometidas durante a campanha – as quais, de fato, colocaram o país nos trilhos.
Os artigos retratam a razão cartesiana de FHC e as intolerâncias de Lula e do PT contra o seu governo, e remetam a um enunciado de Nietzsche: “(...) é provinciano demais prender-se a pontos de vista que já não convencem a duzentas milhas de distância.”(Lições de Vida : Nietzsche/John Armstrong; tradução Clóvis Marques – 1.ed. – Rio de Janeiro –Zahar, 2015, p. 17). O livro embute também conceitos observados por Edmund Phelps, segundo os quais “(...) a grande batalha do nosso tempo não é mais entre o capitalismo e o socialismo, mas entre os valores modernos da livre-iniciativa e da inovação, que estão no centro do capitalismo, e os valores reativos do corporativismo – um dos pilares do socialismo.” Phelps afirma também que “do ponto de vista prático, o socialismo está acabado. A propriedade estatal dos meios de produção, que é um dos elementos estruturais do sistema, não é mais uma alternativa levada a sério. O corporativismo sempre quis algo um pouco diferente,” conclui. Veja, ed. 2448 – ano 48 –nº 42, páginas Amarelas, 21 de outubro de 2015, p.20).
O livro deixa claro também que nos últimos vinte anos a vida das pessoas no Brasil melhorou com a abertura da economia, com a estabilidade da moeda trazida pelo Plano Real, com o fim dos monopólios estatais e com as políticas de distribuição de renda simbolizadas pelas bolsas de programas sociais. Para FHC “foi nessa moldura que Lula pregou sua imagem. Arengador de méritos, independentemente do que diga (quase nada diz, mas toca em almas ansiosas por atenção), vem conseguindo confundir a opinião, como se antes dele nada houvesse e levando a crer que depois dele, se não houver a continuidade presumida com a eleição de sua candidata, haverá retrocesso.” ( Cardoso, Fernando Henrique, A miséria da política: Crônicas do lulopetismo e outros escritos; Org. Miguel Darcy de Oliveira, 1ª ed. – Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015, p.25). Ao criticar as “privatizações petistas, disfarçadas sob o nome de concessões,” FHC denuncia a desfaçatez do governo ao conceder crédito barato às empresas interessadas com dinheiro público e faz uma reescritura irônica do livro “Cem Anos de Solidão” ao dizer que “(...) nunca se viu coisa igual. Só mesmo na Macondo Surrealista de Gabriel Garcia Marques. Espero que, aqui, a solidão de incapacidade executiva e má gestão financeira não dure cem anos...” diz ele parodiando aquela obra literária.
Ora, ora! Não é que o desafeto de FHC, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, concorda com as assertivas do autor ?! Se não, vejamos: quinta-feira, (29-outubro 2015), em reunião do diretório nacional do PT, (http://g1.globo.com/politica/politico/lula.html o ex-presidente Luis Inácio afirmou que “parte da atual crise política é a ‘mudança de discurso’ do governo da presidente Dilma Rousseff em relação às promessas feitas na campanha eleitoral do ano passado.” Na avaliação de Lula, “a presidente está fazendo exatamente o que afirmou que não faria enquanto tentava conquistar mais um mandato.” O ex-presidente ponderou, entretanto, que a crise política "se arrastou por muito mais tempo" não apenas por conta da mudança de discurso, mas também pela coalização (sic) política formada para tentar garantir a governabilidade. “Nós tivemos um problema político sério, porque ganhamos as eleições com um discurso e, depois das eleições, nós tivemos que mudar o nosso discurso e fazer aquilo que a gente dizia que não ia fazer. Isso é fato conhecido de 204 milhões de habitantes, fato conhecido da nossa querida presidenta Dilma", ressaltou Lula aos dirigentes do PT. – palavras que ultrapassam os limites do razoável e são um esboço da teratologia discursiva.

Se isso não é estelionato eleitoral, não sei o que é induzir alguém a uma falsa concepção de algo com o intuito de obter vantagem ilícita para si ou para outros.
Mas há eleitores do partido que insistem em se manter em estado larvar e , como diz Thomas Paine ( 1737- 1809,”A Idade da Razão, Thetford, Reino Unido), “(...) “Argumentar com gente que renunciou ao uso da razão é como aplicar remédios em pessoas mortas
Jornalista - FENAJ - DRT 2.482 - Salvador - Ba.

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