Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

 
Resenha
 
Coração francês
Por: Marlene A. Torrigo

Segue-se a apresentação do início do meu romance CORAÇÃO FRANCÊS, terminado, mas ainda não dado por definitivo - sem revisão ortográfica. Tenho trabalhado nele, incansavelmente. Pretendo lançá-lo em 2016. Escrever textos extensos é complicado. Só mesmo muita perseverança. Um médico amigo, de onde trabalho, perguntou-me o que se deve fazer para conseguir escrever contos e romances como eu. Disse-lhe serem necessárias três coisas; estudo, dedicação e persistência.

"Filipe Leclerc tem cinqüenta e oito anos. Ele não é um homem amargo e revoltado. É um homem triste. Um ser de alma solitária. Um homem que amou demais, que perdoou demais, mas que conseguiu equilibrar o turbilhão mental que assola todos os homens, mesmo tendo sofrido dolorosas perdas, mesmo tendo presenciado momentos trágicos e aterradores.
A grande sorte de Filipe foi ter sempre ao lado um amigo fidelíssimo, Trevor Blackwell, um americano de coração bondoso, sempre disposto a ajudá-lo nos dias mais desesperadores da sua vida. Vivendo os dois num país que não os seus, tornaram-se guias um do outro. Para Filipe, sem o seu melhor amigo, as horas turbulentas vividas teriam sido insuportavelmente dolorosas. Trevor tornou-se seu irmão mais velho, seu mestre, seu prestimoso conselheiro fiel.
Filipe entrega-se tranquilo a momentos de devaneio. De olhos cerrados, retorna à sua pátria, a sua bela França. A França dos seus cinco anos, da qual ele recorda sentindo muita saudade. A sua bela França destroçada pela II Guerra, a França de milhares de mortos e mutilados. A sua bela França, que apesar de encontrar-se no fundo do poço, soergueu-se das cinzas, tornando-se uma pátria rica, voltando a ser a bela França dos franceses .
França, sobrevivendo, soerguendo-se, enriquecendo. A França dos seus pais, Pierre e Henriette, que morreram tragicamente no Brasil.
O francês recorda seu pai dizendo decidido,"Nous allons pour le Brésil , nous allons vivre li ” ( Nós vamos para o Brasil, nós vamos morar lá), e sua mãe exclamando revoltada,“ J’aille seul , ne vais pas !“ (Vá sozinho , eu não vou !).
E suas lembranças o levam aos preparativos para a viagem, após seu pai vencer a relutância de Henriette, enaltecendo a excelência das terras tupinambás, sem conhecê-las. A mãe por fim cedeu, embora morresse de medo dos selvagens, dos canibais, que tinha certeza existirem no Brasil.
Filipe recorda que saiu correndo para anunciar as boas novas aos amigos pelas ruas que ainda traziam resquícios dos bombardeios, contando exultante a todos " Je vais vivre au Brésil .” (Eu vou morar no Brasil.)", visionando-se entre índios e selvagens. Os garotos zombaram, "Li seulement it a des indies , icne ! “(Lá só tem índios, burro !) Mas ele não tinha medo. Tinha medo dos invasores da França. Medo, muito medo. Foram eles que invadiram a sua bela França, que mataram, que mutilaram, que aprisionaram, que destroçaram.
Todos os habitantes da França viveram sobre a síndrome do medo durante a guerra. Bombas podiam destroça-los a qualquer momento. Filipe pensa ser tal temor como o de uma roleta-russa. Uma bomba atingia os vizinhos da direita, outra os vizinhos da esquerda, a próxima...
Filipe nasceu em 1946. Sua mãe sempre lhe contava que enquanto seu pai lutava defendendo a França, ela e seus pais uniram-se aos refugiados ao longo das estradas bombardeadas. Os três sobreviveram à fome e à miséria.
As lembranças de Filipe o levam aos preparativos para a viagem transatlântica e ao dia que aportou na costa brasileira, perguntando perplexo aos pais, "Cadís les indies? “ (Cadê os índios ?)."

NOTA: Esse romance possui dois registros na Biblioteca Nacional de Direitos Autorais do Rio de Janeiro.

 Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: aWJa (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.