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Sátira
 
Um zilhão vezes um zilhão é nada vezes nada
Por: Marlene A. Torrigo

Ilustríssima pessoa, não tente me impor às baboseiras nas quais credes, posto que tenha forçado os meus neurônios cerebrais a se comportarem como gente, isso desde que me conheço por Marlene - apesar de todas as baboseiras que os adultos impõem às crianças, as quais também mas impuseram, quando era eu desse tamaninho ó.
Saibas que precisei estudar muito para entender que um mais um é três e que um zilhão vezes um zilhão é nada vezes nada, certo?
Inteligente assim, tenho-me esgueirado do retorno dos meus pés às cavernas tenebrosas, onde as mentes são primitivas, ocas, ofuscadas pelo negrume da palermice, ignorância, estupidez. Entendes isso, não é mesmo? Ou não? Acho que não.
Às vezes a civilidade das minhas teorias esbarra na alienação religiosa da lavagem cerebral a qual me foi imposta na infância, quando alguns entendimentos causam-me certa paranoia cerebral. Contudo, na maioria das vezes, eu sei que eu sou exatamente eu, e não o querem que me seja, uma fanática religiosa. Como não deves saber, fanatismo religioso é doença perigosa da mente, sendo exatamente por causa de certas mentes malignas que muitas barbáries foram e são cometidas no mundo todo, certo?
E quanto às baboseiras que eu creio? As baboseiras que creio são isso mesmo, baboseiras. Sabes o significado de baboseira? Segundo reza os dicionários dos sábios, baboseira é asneira, asnice, disparate, tolice, sandice. E, segundo o meu próprio dicionário, baboseira é tudo aquilo que vem da baba da ignorância, é mente estreita, escravizada totalmente.
Destarte, cada um acredita nas baboseiras que consegue crer. Creia nas suas, creio eu nas minhas. Não me imponha as suas. Jamais hei de te impor as minhas, porque não imponho baboseiras a ninguém, certo?
Entendeu ou quer que desenhe? Porque eu sei desenhar muito bem. Tornei-me poeta, contista, romancista, cronista, pintora e outras coisinhas mais, justamente para fugir à alienação total dos meus neuroniozinhos queridos, certo?
Ah, as baboseiras nas quais creio não me cegam para o mundo, para as multiplicidades da vida. Já as tuas baboseiras, não a deixam ver nada, nem mesmo o horizonte, alienada que vives à fé cega, certo novamente?

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