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Resenha
 
Inesquecível Marlon Brando
Por: Marlene A. Torrigo

Marlon Brando foi um dos melhores atores de Hollywood. Os exemplos de astros como Charlton Heston, Burt Lancaster, Yul Brynner, Kirk Douglas, Omar Sharif, Paul Newman, Clark Gable, Marcello Mastroianni, Alain Delon, Gary Grant e outros, juntamente com ele, integravam o timaço de atores masculinos da virada da metade do século passado, cuja capacidade interpretativa faziam-nos semideuses. Contudo, entre todos, seria Marlon Brando quem mais atrairia e amargaria tristezas, desilusões e tragédias. Sua vida conturbada o colocou no ápice das lendas do cinema mundial.
Belo e encantador, ele possuía uma aura de sedução arrasadora. Sua genialidade o tornou um interprete singular, único. Poucos atores conseguiram chegar à sua performance na contundente encarnação de um personagem.
Biografias sobre a vida de Brando contam que teve muitos filhos, mulheres e homens. Contam que era um homem intratável, irascível e cruel.
O jornalista francês François Forestier, escreveu sobre Brando: “... Ele odiava as pessoas... Dormiu com metade de Hollywood e destruiu a vida de muita gente... Era egoísta com mulheres e filhos... Era um monstro de ego e de infelicidade. Era um poço de solidão, sem bússola moral... Nos últimos anos de sua vida estava apenas se inclinando sobre a autodestruição, arrastando todos os seus filhos.”
A mídia sensacionalista vende a alma ao diabo lançando verdades e inverdades sobre a vida de pessoas que conseguem projeção mundial. Entretanto, quem conhecia intimamente Brando era Brando.
Divorciar-se de Tarita Teriipaia, o grande amor de sua vida - atriz que fez par romântico com ele em O Grande Motim - tornou-o um homem amargo. A morte de sua filha com Tarita, Cheyenne, depressiva que se suicidou após seu marido ser morto pelo irmão dela, arrasou-o para sempre.
Sendo ativista, ele esteou muitos movimentos, especialmente os direitos de índios e negros. Brando não era de forma alguma o terrível monstro, o diabo em forma de gente pintado por Forestier - que apenas pretendeu tornar o seu livro biográfico um best-seller, o que lhe renderia excelentes rendimentos.
Quem não consegue ser tal e qual, consuma-se de invídia.
Marlon Brando era um homem que foi seduzido e engolido pela máquina do tempo que o fez retornar ao aconchegante ventre de sua problemática mãe, por quem ele nutriu verdadeira adoração na infância. Jung, muito mais do que Freud, explicaria tudo.
Seu destino apresentou-se belo, porem algoz. Nos seus últimos anos de sua tormentória vida, muito sofrido, destruído por tragédias familiares, portador de obesidade mórbida, ele não era nem a sombra do homem garboso e sedutor que fora na mocidade. Brando morreu em primeiro de julho de 2004, com 80 anos.
Convenhamos que apesar de todos os seus pesares, o grande astro da história do cinema viveu uma vida intensa e grandiosa.

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