Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

Luiz Carlos Santos Lopes
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Resenha
 
Comentário sobre o artigo “Um Hiato no Judiciário” de Leonardo Attuch
Por: Luiz Carlos Santos Lopes

Luiz Carlos Santos Lopes
Em outubro de 2005, um jornalista da Globo News perguntou a Delúbio Soares sobre o “mensalão”, ao que ele respondeu num tom debochado: “o julgamento do mensalão vai virar piada de salão...”. Não dei importância a tal declaração porque a entendi como mais uma bravata tão comum ao partido político de que ele faz parte. Desdenhei dos poderes divinatórios do profeta mensaleiro e da sua capacidade de prever o futuro. Só que ele acertou em cheio a sua ilação premonitória.
O resultado do julgamento do “mensalão” no Supremo Tribunal Federal, em 27 de fevereiro de 2014, que o diga. Aquela data vai ficar na história do Brasil como o dia consagrado à impunidade, graças aos comportamentos tendenciosos dos juízes nomeados por Dilma Rousseff quando se percebeu explicitamente o favorecimento dos ministros para os amigos da presidente como forma de retribuição aos favores recebidos da chefe do Poder Executivo pelas suas nomeações para tão honrosos cargos – o que é inaceitável. Já que caracteriza também submissão de um poder ao outro.
Os ministros confirmaram as previsões de Delúbio e transformaram em chalaça a aplicação da justiça. Modificaram o conceito de “formação de quadrilha” e, mais como advogados de defesa dos réus do que magistrados isentos e éticos, absolveram os condenados por tal crime, invertendo o resultado de uma votação “num intervalo de apenas um ano e três meses”, em que seus pares em 2012 condenaram justamente por “formação de quadrilha” os réus José Dirceu, José Genuino e Delúbio Soares.
Uma evidente subordinação, gratidão e obediência ao Poder Executivo. Com isso, arranharam ainda mais a já combalida imagem da justiça e transformaram suas decisões em “debruns da teratologia argumentativa" (para usar esta tirada iônica da lavra intelectual do ministro Ayres Britto). Além disso, ganharam o total repúdio dos brasileiros. Aliás, nem todos. Como mostra o artigo Um Hiato no Judiciário de Leonardo Attuch (Isto É, ed. 4jun/2014,nº 2323,p.49)), em que termos deselegantes são usados pelo autor para se referir à maneira de ver, de sentir e de reagir do ministro Joaquim Barbosa e sua forma incomum de se portar perante o plenário do Supremo Tribunal Federal ao proferir seus votos enquanto relator da Ação Penal 470 naquela corte. Triste é uma revista de circulação nacional como a Isto É publicar tanta idiossincrasia.
Sim, o articulista, em seu texto, demonstra a mesma característica de comportamento de quem compactua as distorções morais dos envolvidos no mensalão, por isso critica o juiz só porque ele, como relator daquela Ação Penal aceitou as denúncias do Ministério Público contra os envolvidos no maior escândalo de corrupção política da história do país, e mandou para a cadeia os condenados naquele processo apenas porque vai de encontro às convicções ideológicas do articulista? Parafraseando o célebre Otávio Mangabeira (1886-1960) ex- governador baiano: triste Brasil, oh, quanta opacidade intelectual na imprensa!
Há intelectuais de esquerda que aprovam as falcatruas petistas e, por isso, são contra magistrados como Joaquim Barbosa, Celso de Melo, e outros,como o juiz Sergio Moro que se colocaram contra a bandalheira praticada pelo PT. Lamentavelmente, existem formadores de opinião, como Leonardo Attuch (Isto É, ed. 4 jun/2014,nº 2323,p.49), para quem Joaquim Barbosa "foi um ponto fora da curva, de um tempo em que a Justiça se confundiu com o espetáculo". Claro está que se trata de um admirador das imoralidades patrocinadas pelos mensaleiros. Há outros jornalistas que se identificam com as falcatruas petistas e, por isso, são contra o magistrado sério e correto que é Joaquim Barbosa.
Leonardo é um deles. Além de criticar duramente o ministro por ter feito justiça e pela sua postura ética como magistrado isento e sério diz que “Joaquim Barbosa foi um ponto fora da curva no Judiciário, assim como a própria Ação Penal 470. Representou apenas um hiato. Fruto de uma escolha demagógica, e que também pontuou sua ação pela demagogia. Agora o espetáculo chega ao fim, as luzes se apagam e é bom que não mais se acendam”. É bom para quem, senhor Attuch? Para os que preferem permanecer em estado larvar e agir nas trevas? lembro ao senhor uma frase lapidar de Martin LUther King: "Quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele".
Jornalista – FENAJ – DRT 2.482- Salvador-Ba.




 Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: gUaU (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.