Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

roberto correia matos
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Cordel
 
O sertanejo
Por: roberto correia matos

Ah, eu não desapregava
Meus zólhos da paisagem
De coloração cinza
Eles não arremelavam
Qui tavam cheios de poeira
Tudo cor da ramagem

Troncos rangiam sem parar
E o vento soprava forte
Arrastando ais fôias secas
Que trazia lá do norte
Da seca maltratante
Qui secou inté os potes
Podia ouvir o mugido
farminto da rês no pasto
Da tão seca danosa
Ardida do sol arto
Deixava tudo cinza
Lado em riba e debaixo

Só se via nuvem branca
Com exceção do céu ani.
Vento forte arrupiava
Terminando num funi
Os bodes recramava
Querendo de comer mi
Cuia de milho valia ôro
Galinhas que dissessem
Que o tal bicho carcará
Ficava no sobe e desce
Espiava das alturas
Qui na terra se mexe

Tinha muito era poeira
E a chuva ficou sumida
E Deus ninguém avistava
Qui nem dor de barriga
Cá embaixo eu resistia
Lambendo minhas feridas

 Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: LTfJ (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.