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O AZALADO
Por: roberto correia matos

O AZALADO
Eu naxí no dia 13,
Sexta-feira mêir de agosto,
Numa noite de lua cheia.
Sou naxido d’um aborto,
Fio de muié mundana.
Mãi morreu de parto
E pai bebendo cana.

Batizado de Azalado
Sem carisma fui criado,
Verdadeiro Zé ninguém.
No hospitá eu fiquei
E ninguém vei recramar
Mas pussê muito fei,
Ispulsaram-me de lá.
Fui criança sem escola,
Cresci só, cherando cola.
Sujo, fei, fedorento,
Farminto e disamparado.
Hospedêro de doenças
De brigas e desarvenças
Realmente azarado.

O tempo foi passando
E a situação apiorando.
Vivendo feito indigente
Magro, pálido e doente,
Barriga vazia roncando.
E sem nada para comer
É duro de sobreviver.

Um parmo de terra arrendei
E ao prantio me dediquei.
Com muita perseverança
Cheio de fé e das esperança
Certo do legume coiêr
E a minha barriga incher
Modi viver na bonança.

A chuva não me ajudou
E a pranta no pé secou.
Sem mei pra aguar
Foi o jeito me consolar.
O que da seca sobrou
A laigata devorô
E quase morro de fome.

Para resolver o dilema
Caso com uma morena
E morduro o seu retrato:
De nariz arrebitado
Quadri laigos ondulados,
Pernas longas e grossas,
Oius briantes e ovau.

Crente que tinha abafado
Botei a morena do meu lado
E fumo para a novena,
Andando de braços dados.
Enquanto o padre apregava,
Ouvindo suas palavras
Descuidei-me da pequena.

Durante o sermão notei
A muié meio agitada.
Gesticulava nervosa
E parecia desconfiada.
Jeito de preocupada
Seus óios arregalava
A percura de arguém.

Tendo acabado o sermão
O padre fez a benção
Erguendo o cálice de vinho.
E por trás do altar se via
As biatas que se reuniam
Para lová o bendito
Lembrado nas oração.

Os fiéis iam saindo,
E de repente me vi sozinho
Perdido na multidão.
Neivoso isferguei ar mão
Percurando ansioso
O pedaço precioso
Que vivia em comunhão.

Incansável percurei
E por todo canto andei
Noites e dias sem fim.
Caminho bom ou ruim,
Assuntado cavarguei,
Nos rios eu naveguei
Mas a muié levou fim.

Mair de ano transcorreu
E o meu amor arrefeceu
E noutro lugar fui morar.
As minhas mágoas curar,
Escapar da solidão
E dar motivo ao coração
Para outra vez me apaixonar.

De viajante trabaiei
Por vários canto andei
Vendendo o meu produto.
E foi assim que encontrei
Aquela que mais amei,
A um homem abufelada.


Seu nome, arto, bradei e
Seu corpo estremeceu
Ao reconhecer a minha voz.
Afastou-se do Romeu
Que tinha cara de jaca
E na sua mão uma faca,
Dei-lhe uns tiros e ele morreu.

Diante daquela cena
Ela tremia assustada,
Falava e soluçava
E quase fiquei com pena.
Recuperei-me do susto,
Agarrei-a pelo pulso
Matei à safada a lenha.

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