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Luiz Carlos Santos Lopes
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O malogro do comunismo em Cuba
Por: Luiz Carlos Santos Lopes

Luiz Carlos Santos Lopes
“Ditaduras representam o esmagamento de todas as liberdades, como mostram os países que tiveram a desventura de vê-las vitoriosas” como dizia José de Freitas Nobre (1921-1990).
Freitas Nobre, além de advogado e professor, foi também político, filiado ao velho MDB. Não deu trégua à ditadura militar no Brasil na década de 1970 e, em nenhum momento, transigiu com aquele regime de exceção. Ao contrário, combateu-o. Para ele, “o estado nas mãos de um partido ou de uma classe que se apoia na força e na violência em proveito de uma única fração da sociedade, leva aos piores excessos e conduz qualquer país à ruína, à regressão, à barbárie” – a extinta União Soviética é um exemplo. Aí estão também as ditaduras na Coreia do Norte e em Cuba a comprovar as palavras do saudoso parlamentar.
Sobre Cuba, André Petry escreveu a reportagem “Cuba a Ilha na encruzilhada” (Veja, ed. 2298, 5/12/12),em que revela que “sem a ajuda soviética a revolução cubana perdeu o rumo, até as conquistas em saúde e educação estão desmoronando. Cuba tateia para descobrir seu futuro. Infelizmente a teoria marxista-leninista não previu a transição do socialismo para o capitalismo”(idem, p.141). Petry, ao mostrar o estado lastimável em que se encontra aquele país insular caribenho, há 54 anos mergulhado numa feroz ditadura comunista sob o domínio dos irmãos Fidel e Raul Castro. Como diz Mario Vargas LLosa "(...)Cuba, a ditadura mais longa que o continente já teve em toda a sua história" (Época, 22/04/2013,p. 42)reforça o enunciado de um comunista heterodoxo, Eric Hobsbawm (1917-2012), segundo o qual “(...)Hoje em dia o comunismo está morto. A União Soviética e a maioria dos Estados e sociedades construídos segundo seu modelo, filhos da Revolução de Outubro de 1917, que nos inspiraram, desmoronaram tão completamente, deixando atrás de si um panorama de ruina moral e material, que hoje em dia deve ser evidente que desde o início essa empresa continha as sementes do seu fracasso” (Tempos Interessantes: uma vida no século XX; tradução S. Duarte –São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p, 148).
Claro está que o malogro dos regimes baseados no comunismo deve-se à sua transformação em sangrentas ditaduras, o que comprova que “a busca pelos amanhãs que encantam”( Manifesto do Partido Comunista, Karl Marx & Friedrich Engels; tradução de Sueli Tomazzini Barros Casal, Porto Alegre L&PM, 2002, p, 5.), não passava de mera utopia desvairada, ainda hoje cultuada pelo esquerdismo brasileiro como revelam seus discursos ultrapassados de querer ”(...) derrubar a dominação burguesa e a conquista do poder político pelo proletariado (idem, 2002, p. 47)„‟. Como todo fanático, o militante esquerdista adere a tais doutrinas sem perceber que “ideal e realidade são os dois extremos entre os quais se estende a condição humana, e a falta de um deles é mutilante”, como bem observou o diplomata e economista Roberto Campos (1917-2001). De fato, o militante de esquerda abraça cegamente a dialética marxista-leninista e perde a noção da realidade que o cerca, como prova a sua tolerância com os erros cometidos pelo Partido dos Trabalhadores nos últimos anos, ainda que contrariando um conceito formulado por Lenin: “(...) a atitude de um partido político diante de seus erros é um dos critérios mais importantes e seguros para a apreciação da seriedade desse partido e do cumprimento efetivo dos seus deveres para com a classe e as massas trabalhadoras. Reconhecer francamente os erros, pôr a nu as suas causas, analisar a situação que os originou e discutir cuidadosamente os meios de corrigi-los é o que caracteriza um partido sério”. (LENIN,Vladimir Illich, 1870-1924 Esquerdismo, doença infantil do comunismo, 2004,p. 70).
Mas o militante do PT não pensa assim, como prova a reportagem de Robson Bonin ”A Guerreira e os Fanfarrões” (Veja, ed.2310,27/02/2013,p. 53), em que o autor, num jogo magistral de palavras, diz que a ”(...) a cubana Yoani Sánches enfrentou a ditadura para pedir democracia, enquanto furiosos petistas usaram a democracia para defender a ditadura.” E Lênin completa: “(...) preferem imitar os piores aspectos dos intelectualoides”(2004, p. 70) e assimilar seus discursos néscios, tolos e insensatos dizendo palavras sem sentido ao eleitor ignaro influenciando-o a votar nos candidatos de sua preferência ainda que sejam políticos envolvidos em atos obscenos, degradantes e abjetos para alcançar fins ignóbeis e torpes, mas que lhes causam uma admiração quase cultual. Presunçosos e intolerantes, esses fanáticos não enxergam que “(...) onde alguém domina, existem massas: onde existem massas, há uma necessidade de escravidão. Onde há escravidão, os indivíduos são em número pequeno, e têm contra si o instinto de rebanho e a consciência.” (NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência, tradução, notas e posfácio: Paulo Cesar de Souza, 2ª impressão. Companhia das letras, 2004, p. 160).
Jornalista/ FENAJ-DRT 2.482, Salvador-Ba
luiz.lopes1@gmail.com

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