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SINFONIA DAS CIGARRAS
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Ao fim do dia,
Já tomado pelo cansaço,
(Numa breve noite fria)
Quando adormeço...
Entre imagens delirantes
Que me abordam pelo sono
Vejo a seara distante
Do tempo estranho do outono
Ouço o som dessas guitarras
Estridentes e distorcidas
Penetrando a minha alma
Cravejada de feridas...(Presentes!)
Sinto o agudo dessas garras
E dos dentes nas mordidas
Dilacerando a minha pele
Acostumada às carícias...(Passadas!)
Como a sinfonia das cigarras
Sorridentes e perdidas
Anunciando a minha hora
Eternizada em melodias...(Futuras!)
Entre acordes dissonantes
Que me acordam desse sono
Vejo a cara apavorante
Do frio escuro do abandono
É um novo dia,
Já marcado pelo compasso,
(Numa leve manhã vazia)
Para outro começo.
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Heldemarcio Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
24/08/2005

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