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REMANESCENTE
Captei a palavra oculta
Encerrada na boca que grita
Os clamores que ninguém escuta
E cravei em minha obra escrita
As imagens dos traumas de vida
Todas as coisas somadas em mim
Remanescente de abjeta ferida
Que me corta a alma sem fim
Do amor, já gozei o pecado
Sentir e sofrer tudo em transe
Sempre mais amador que amado
A paixão me fez fora de alcance
Não sou mais a pessoa de antes
Nem serei o que sempre quis ser
Hoje trago o olhar mais distante
E só espero da vida - o saber.
Heldemarcio Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
20/02/2004

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