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LUCIDEZ
Abro a porta do olhar
Que de vagar por esse mundo
Lenta a mente em seu mirar
Revela-me o lado oculto...
das balas perdidas
nos becos escuros
dos beijos selados
nas bocas malditas
Abro a porta do olhar
Que já cansado de tanto ver
O que não consigo aceitar
Repete-me o mesmo enredo...
dos doidos varridos
nas débeis escórias
das densas fumaças
nos dias sombrios
Fecho a porta do sonhar
Que num adejo se perdeu
Na ausência da utopia
Resta-me apenas a lucidez.
Heldemarcio Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
01/08/2005

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