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FLOR DA CIDADE
Habitamos nos desesperos
dos dias repletos de nada
Na erma busca desenfreada
cometemos os mesmos erros
Espreitamos pelas esquinas
por onde logram os algozes
Sob as estridentes buzinas
dos automóveis tão ferozes
Essa crua cidade me afugenta
com a sua low-cura violenta
Se sangro em segredo toda tarde
nesse chão uma flor ainda abre.
Heldemarcio Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
12/10/2005

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