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DE VIL POETA
Quem sou eu senão um mero errante
Buscando "amor" em seu imaginário
Delirando em poemas a todo instante
Escrevendo com o parco vocabulário
Quem sou eu senão um triste solitário
Perseguindo um ideal fora de alcance
Desperdiçando tempo como perdulário
Brigando com o mundo sem ter chance
Sou quem sabe pouco mais do que nada
Pobre alma que se nutre de seus vícios
De vil poeta, o trovador da fria estrada
Onde se atiram os sonhos em precipícios.
Heldemarcio Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
17/08/2005

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