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O CÔNCAVO E CONVEXO
Esse desejo que me conta (a) mina
Como a paixão primal, a bem do sexo
Revela a nudez da alma, a fé menina
Nu(m)a união do côncavo e o convexo.
Toda sensual-idade fluida dos sentidos
Eivados de malícia profícua e obs-cena
Corpo e mente se (con)fundem diluídos
No êxtase do prazer que nos condena.
Eis o que de fato des-afia a sanidade
Nas entre-linhas das viagens proibidas
Entre-tantos passos pela etern(a)idade
No compasso dessas órbitas perdidas.
Heldemarcio Ferreira
Publicação:
www.paralerepensar.com.br
01/06/2005

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