EU
ESCREVO POR AMOR
Escrevo por amor à
vida, porque acredito que minhas palavras amorosas possam
tocar alguns corações desanimados e, quem sabe, fazê-los bater
em um compasso mais esperançoso.
Escrevo por todos
aqueles que me são caros, por aqueles que me inspiraram
alegria, prazer, ternura, podem estar perto ou até muito
longe, mas sinto de alguma forma, sua presença querida no meu
dia a dia.
Faço de minhas
palavras, armas de uma guerra escrita àqueles que me magoam,
humilham, machucam, se negam à conversar, porque sei que
minhas palavras de paz, vão levá-los à rendição.
Como uma semeadora,
distribuo minhas palavras, esperando encontrar um solo fértil,
tocar a terra dos corações, germinar a ternura, ver crescer os
sentimentos puros de entusiasmo e encanto, pela própria vida.
Humildemente procuro
novos laços que construo com minhas palavras solitárias, que
buscam pelo espaço infinito, alguém que as acolha em sua alma
generosa e as transforme em vínculos fortes.
Me inspiro na fantasia
que torno realidade quando escrevo, palavras constroem vidas,
relações, amores e ilusões, uma a uma iluminam nosso existir,
nos dão intenso prazer, impulsionam, transcendem sonhos,
realizam.
Escrevo também como um
jeito me de me perpetuar, cada palavra que cravo leva junto um
pedaço de mim, denuncia meus sentimentos, descortina minha
essência, meu ser e existir. Elas fluem da mesma maneira que
eu respiro, espontânea e francamente, não saberia ser de outra
maneira a não ser assim, autêntica, no viver e escrever.
Uso minhas palavras para
ser grata, como doces presentes que elaboro com a matéria
prima mais rica que há em mim, à todos aqueles que quero
demonstrar meu reconhecimento, retribuir a solidariedade, o
aconchego às minhas tristezas e necessidades de afeto, envio
palavras em forma de amor, de abraços e ternura.
Escrevo para dizer que a
vida vale a pena ser escrita! E muito mais, vale ser vivida,
com todas as palavras mais lindas, vibrantes, amorosas e
iluminadas que conhecemos.
Fátima
Pilla Muller 07/08/2005