- Mais prazer,
menos lazer
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- Por Eugen Pfister
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- Somos uma sociedade com muito
entretenimento e lazer, mas pouco prazer. Suspeito que existam
causas profundas que expliquem o fenômeno, porém, vou deixá-las
de lado, pois não quero ser dramático, principalmente, num breve
artigo. Então, vamos lá!
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- Hoje o prazer, por falta de
imaginação, opção ou distorção cultural, está praticamente
confinado à esfera do sexo, gastronomia, consumismo, feriados
emendados e, se você tiver recursos, às férias em resorts
paradisíacos. Já o mundo do trabalho exige circunspeção,
disciplina; e a família, afetividade e intimidade. Em ambos,
humor e momentos de descontração são aceitos, mas não são
considerados como fontes de prazer. Na empresa esses estados de
espírito entram na conta do clima organizacional.
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- Com a idade, essas coisas despertam a minha curiosidade
profissional. E assim, troquei a indagação pela defesa da causa
do prazer. Como bom militante, desejo contribuir para
transformar o CONHECIMENTO em algo útil, accessível, PRAZEROSO e
compartilhado. Quanto mais procuro, mais formas encontro para
viabilizar a causa, o que aumenta o prazer de trabalhar.
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- É inacreditável o quanto podemos crescer uns com os outros.
É uma experiência gratificante que lembra o ditado que a pessoa
inteligente aprende com a própria experiência, enquanto o sábio
também aprende com a experiência dos outros.
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- Outro fato curioso foi descobrir que a minha ignorância
podia ser usada em benefício do cliente. Creiam-me caros
leitores, às vezes, não saber é a melhor, senão a única, porta
de acesso ao conhecimento.
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- Se não conheço o negócio ou o problema do cliente (e como um
consultor poderia conhecer tantos negócios e problemas de tantos
clientes?), aproveito o “vazio” de idéias preconcebidas para
estudar, levantar dúvidas, questionar o interlocutor de forma
simples e direta: “por que isso, por que aquilo, por que não
diferente?” E depois, “o porquê dos por quês”.
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- O melhor da história é que, através do diálogo, do jogo de
perguntas e respostas, acabamos aprendendo mais sobre a situação
e sobre nós mesmos. E isso nos torna profissionais melhores; em
indivíduos interessados em crescer e em ajudar os outros
(clientes externos e internos) a crescerem.
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- E depois há quem pense que o prazer não é uma ocupação
séria...
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Eugen Pfister Jr, consultor, educador, especialista em
desempenho humano e gerencial.
- E-mail
epfister@terra.com.br
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