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ELLEN VIEIRA

 

E-mail -ellenzinhavieira@gmail.com

Som de fundo: eusqvtam_vinicius.mid

 
BIOGRAFIA:

 

Nasci aos 06 de Novembro de 1989, na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Morava em um pequeno apartamento locado por minha avó, minha mãe e meu tio havia um ou dois anos. Fui fruto de uma breve paixão vivida pela minha mãe - que ao descobrir o uso de drogas por parte do meu genitor, afastou-se dele e cumpriu muito bem o papel de me criar.
            Quando completei um ano de idade, minha avó, minha mãe e eu mudamo-nos para Içara - pequena cidade no litoral-sul de Santa Catarina, de onde eles tinham vindo - enquanto meu tio foi para a Inglaterra. Cada um de nós permanece no respectivo destino nos dias de hoje – nós três na doce Içara e ele no exterior.
            Tive uma infância diferente da das outras crianças: não cresci numa família comum: pai, mãe, irmão e cachorro; cresci criada por duas grandes mulheres, que me superprotegeram e me tornaram até uma criaturinha egoísta, que em vez de brincar de boneca com as amiguinhas, queria mais era se trancar no quarto com um livro.
            Minha mãe casou-se quando eu tinha meus doze anos de idade, e então fomos morar em um bairro vizinho deixando minha avó. Resultado: a superproteção diminuiu e nasceram meus maiores tesouros (os irmãos Ana Carollina, de seis anos e Matheus, de quatro anos).  Devagar, fui me adaptando à nova vida: mais sociável.
            Na escola sempre fui a primeira aluna da classe: detestada pelos colegas e adorada pelos professores. Volta e meia substituía-os quando precisavam. Amadureci bem cedo. Com treze anos, beijei pela primeira vez. O rapaz, conheci na internet – ela me ajudou a me relacionar melhor com as pessoas – e ele se tornou meu namorado. Ficamos juntos durante três anos e meio de muito aprendizado.
            Passei por diversas crises existenciais, e daí advém meu interesse pela arte de escrever. O papel e a caneta sempre foram meus fiéis companheiros, para desabafar. Sempre crítica e com um enorme senso de justiça, questionava e questiono até hoje as regras sociais que nos são impostas.
            Aos 16 anos, passei em primeiro lugar em um concurso de redação e interpretação de texto, que oferecia uma bolsa de estudos que correspondia a metade do curso de Direito pela Unisul e aos 17, no ano de 2007, ingressei no curso.
            Hoje, com dezoito anos, trabalho em uma contabilidade, e numa rádio comunitária aos domingos, com um programa voltado à fazer as pessoas pensarem um pouquinho. Crenças? Já as tive. Hoje a única certeza que tenho é que quanto mais eu cresço, não sei nada. Estou aprendendo uma nova palavra: individualidade.  Ela é bem complicadinha, mas vale a pena. O que eu não posso é ser um carneiro. As pessoas comem os carneiros. Sonhos? Já os tive em excesso e já os matei. Eles estão ressuscitando aos pouquinhos. Quero escrever um livro, quero cantar numa banda, quero ser professora universitária e quero um mundo melhor.

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CRÔNICAS e PROSAS

(É TERMINANTEMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, COMPLETA OU PARCIAL, DESTAS OBRAS SEM A PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DA AUTORA)

 

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