Agonia
     

A casa dos grandes pensadores
 

ALBERTINO FERNANDES NETO

 

 

 

 

MAZELAS
 
Um homem ofegante, correndo pra vida
Soltando no peito, sua alma curtida
Fugindo ao presente, buscando o passado
Arfante o coitado, curando o seu pranto
A morte buscando, seu caminhar desgarrado.
 
No soluço parado, seu encontro com Deus
Pois tenso aguardando o grito ecoado
Varando os espaços nas dores contidas
Tremulando seus membros qual folhas ao vento
Morrendo, nascendo, curando as feridas.
 
A um passo do abismo, soluçando deveras
Carpindo o gosto de amargas mazelas,
Nos concertos de rua, oh! triste escultura
Seu lamento é um réquiem,
Seu descanso a sepultura.
 
Albertino Fernandes (Pensa-me)

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