Educação; a falência de valores
Por: Ataíde Lemos
Quando falamos em violência, em cidadania, em democracia.
Enfim, falamos em desenvolvimento social, cultural etc.
estamos falando em Educação seja ela institucional ou
familiar.
A sociedade está em constante evolução. Esta evolução
certamente desfaz como refaz novos conceitos. É por meio da
evolução social, tecnológico, cientifica que passamos a
entender melhor o mundo em que vivemos como aprendemos nos
relacionar uns com os outros. É por meio da evolução que
desfazemos mitos e tornamos mais sociáveis e tolerantes uns
com os outros. Enfim, a evolução renova e inova as diversas
vertentes da educação.
É por meio da evolução da sociedade, e das experiências
positivas e negativas que vamos revisando nossos conceitos
de educação seja ela institucional ou familiar. Vejamos um
exemplo; a educação familiar no passado era rígida, os
filhos por medo de apanhar, de castigos severos respeitavam
os pais. Era costume apenas um olhar do pai ou da mãe para
que os filhos entendessem o significado. Da mesma maneira se
dava numa educação escolar, os professores tinham toda
autoridade de fazerem com que os alunos ficassem quietos em
sala de aula. Eram comuns os castigos como o de ficar de
rosto para parede, de castigo na secretaria ou levar para
casa copia e mais copias, e ai do aluno que não fizesse. No
passado também era comum os filhos desde cedo ao chegarem da
escola trabalhar seja na lavoura, em oficinas mecânicas ou
qualquer outra atividade.
Outra situação comum também na educação dos pais eram
ensinar os filhos uma espiritualidade. Todos os domingos era
sagrado os pais e filhos irem as missas ou cultos. As
crianças participarem da catequese e de várias outras
celebrações que havia. Educação religiosa na escola, etc. Os
pais não perguntavam aos filhos se queriam ou não, eles eram
obrigados a participarem dos eventos religiosos.
O mais interessante de tudo isto, é que embora houvesse uma
educação rígida, as grandes maiorias dos filhos conviviam
com a tal educação e colocavam em pratica no dia a dia. Os
filhos respeitavam os mais velhos, não mexiam no que era dos
outros. Quando estavam na idade adulta tinham uma profissão.
Se olharmos os atos de violência do passado com o de hoje em
dia, veremos que as barbarias de violência atualmente são
extremamente superiores.
A educação escolar também, embora com toda sua rigidez e
severidade dos professores os alunos aprendiam. E grande
parte do aprendizado se dava porque o professor conseguia
durante o ano letivo passar a grade curricular.
No entanto, com a evolução da sociedade os conceitos foi
mudando e com eles a permissividade. Os filhos, não querendo
repassar a mesma educação recebida, abriram a guarda para
seus filhos. E assim, foi-se perdendo no que é correto na
educação e o que é errado. Perdeu-se o senso do limite.
A educação institucional acompanhou a mesma filosofia dos
pais e perdeu-se também no limite. E assim, a qualidade do
ensino piorou significativamente e continua em decadência.
Hoje quem dá as regras numa sala de aula é o aluno. É o
aluno que dita velocidade da grade curricular. Quando chega
ao final do ano, o professor não consegue passar toda
matéria do ano letivo, e então, passa o aluno, pois se não
passar cai sobre ele a responsabilidade.
O adolescente trabalhar nem pensar, e assim, as crianças
ficam nas ruas brincando, usando drogas pela ausência dos
pais e pela super proteção a eles. A pluralidade de
religiões e falta de espiritualização dos pais o levaram a
abdicarem da formação espiritual dos filhos.
A grande questão que fica para que mudemos esta realidade da
destruição da sociedade pela sua própria evolução é
encontrar o meio termo. É encontrar o ponto de equilíbrio na
educação dos pais como do ensino. É não retroceder, até
porque a história não retrocede, mas também não deixar que
se caminhe para o caos, para onde está se encaminhando. A
destruição da família e do ensino é a sociedade.
Finalizo com uma reflexão; os homens de hoje não são os de
ontem, como o tempo também não é o mesmo. Porém os valores
básicos de convivência, de respeito, de formação de caráter
este são imutáveis, independente o tempo. E o que vemos hoje
é a falência destes valores.
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