
DOAÇÃO
A doação seja ela qual for é um atributo de amor. É bom
sempre alertamos as pessoas que são doadoras, de que, o
presidente da Associação Brasileira de Transplante de
Órgãos e Tecidos (ABTO), Valter Duro Garcia, diz que é
preciso mudar o perfil do doador de órgão brasileiro.
Segundo ele, há mais de cinco anos se discute a mudança
desse perfil que consiste em utilizar os potenciais
doadores na condição do que os médicos denominam de
limítrofes (idosos, hipertensos, diabéticos). "Estamos
atrasados". Isso já ocorre há muito tempo em países
desenvolvidos. Que fique bem claro esse alerta. Doação é
uma palavra de origem latina donatione e quer dizer: Ato
ou efeito de doar; aquilo que se doou; dádiva; documento
que legaliza e assegura a doação; doação inoficiosa;
aquela que excede a legítima e mais a metade
disponível. Os resultados de campanha organizados que
incentivam as doações de órgãos, ainda são claramente
tímidos.
A Associação Brasileira de Transplantes (ABTO) analisa a
lista de espera por transplantes alcança a casa das
setenta mil pessoas. Existem critérios a ser estudados,
principalmente em casos de urgência. A doação é feita
sempre que existe comprovação da morte encefálica. A
doação de órgãos tem como respaldo a Lei nº. 9.434/97,
prevê que a autorização da doação dos órgãos e partes
dos corpos de pessoas falecidas tem uma pendência
importante. O conjugue ou parentes mais próximos podem
autorizar a doação de órgãos do estagnado
biologicamente. Essa doação independe de autorização
judicial passada em cartório.
Qualquer pessoa pode ser doadora, desde que haja
autorização da família. Doe seus órgãos em vida e
pratique uma ação de amor para com o seu próximo. O
doador em potencial é aquele que se encontra nestas
situações: "As partes do corpo ainda estão ligadas a
aparelhos que as mantêm funcionando. No entanto, em 72
horas, se cada uma delas começa a apresentar falência",
sendo a única exceção as córneas, que podem ser
retiradas para o transplante no período máximo de seis
horas, após qualquer tipo de óbito. No caso de morte
encefálica aparente é preciso muita cautela. Para o
presidente da Associação dos Transplantados Cardíacos do
Ceará, Carlos Damasceno, a Lei Seca não vai interferir
na doação de órgãos. "Nós necessitamos de órgãos para
doação, pois tem paciente na fila de espera, mas não
queremos que as pessoas se matem no trânsito." Muito
oportuna essa advertência do presidente da Associação de
transplantados Cardíacos do estado do Ceará.
O transplante de medula é um pouco diferente, ele pode
ser feito com o doador em vida e está diretamente
indicado para alguns casos. O de leucemia e o de
transplante medular, linfomas e anemias congênitas,
sendo um procedimento clínico aparentemente simples, mas
não pode ser efetuado sem anestesia geral, segundo
afirmação de médicos especializados na área. Afirmar que
são duas incisões na bacia em cada um dos lados. Neste
local são realizadas punções de células troncos. É
simples como afirmamos, visto que o doador pode ter alta
médica e ir para sua residência no dia seguinte. Convém
salientar que mesmo depois da alta o doador deve ter um
repouso de uma semana no mínimo. Falamos em transplante
nesta matéria e o que seria: segundo os estudiosos da
área de saúde, o transplante é um procedimento cirúrgico
que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão,
rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos,
córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão
ou tecido
normal de um doador, vivo ou morto.
Falamos em morte encefálica e ela ocorre quando acontece
a parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro
e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a
falência de todo o organismo. É a morte propriamente
dita. O ser humano é um doador em potencial e as partes
do corpo que podem ser doadas são: "os dois rins, dois
pulmões, coração, fígado e pâncreas, duas córneas, três
válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem
costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da
patela, ossos longos, fascia lata, veia safena, pele".
Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a
qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas. Vejam como
é importante esse ato de doação, por isso afirmamos no
início, de que a doação sempre será um ator de amor.
Antonio
Paiva Rodrigues - Jornalista - Membro da Alomerce - Da
ACI (Associação Cearense de imprensa) e a Aouvir
(Associação dos Ouvintes de Rádio do Ceará)